16 de Agosto de 2010

O QUE UMA ESCRITORA HOLANDESA FALOU DO BRASIL O que uma Holandesa escreveu do Brasil

Arquivado sob: Catarse, Texto — Paul @ 14:09

Os brasileiros acham que o mundo todo presta, menos o Brasil, realmente parece que é um vício falar mal do Brasil. Todo lugar tem seus pontos positivos e negativos, mas no exterior eles maximizam os positivos, enquanto no Brasil se maximizam os negativos. Aqui na Holanda, os resultados das eleições demoram horrores porque não há nada automatizado.

Só existe uma companhia telefônica e pasmem!: Se você ligar reclamando do serviço, corre o risco de ter seu telefone temporariamente desconectado.

Nos Estados Unidos e na Europa, ninguém tem o hábito de enrolar o sanduíche em um guardanapo - ou de lavar as mãos antes de comer. Nas padarias, feiras e açougues europeus, os atendentes recebem o dinheiro e com mesma mão suja entregam o pão ou a carne.


Em Londres, existe um lugar famosíssimo que vende batatas fritas enroladas em folhas de jornal - e tem fila na porta.


Na Europa, não-fumante é minoria. Se pedir mesa de não-fumante, o garçom ri na sua cara, porque não existe. Fumam até em elevador.


Em Paris, os garçons são conhecidos por seu mau humor e grosseria e qualquer garçom de botequim no Brasil podia ir pra lá dar aulas de ‘Como conquistar o Cliente’.


Você sabe como as grandes potências fazem para destruir um povo? Impõem suas crenças e cultura. Se você parar para observar, em todo filme dos EUA a bandeira nacional aparece, e geralmente na hora em que estamos emotivos..


Vocês têm uma língua que, apesar de não se parecer quase nada com a língua portuguesa, é chamada de língua portuguesa, enquanto que as empresas de software a chamam de português brasileiro, porque não conseguem se comunicar com os seus usuários brasileiros através da língua Portuguesa.


Os brasileiros são vitimas de vários crimes contra a pátria, crenças, cultura, língua, etc… Os brasileiros mais esclarecidos sabem que temos muitas razões para resgatar suas raízes culturais.


Os dados são da Antropos Consulting:


1. O Brasil é o país que tem tido maior sucesso no combate à AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis, e vem sendo exemplo mundial.


2. O Brasil é o único país do hemisfério sul que está participando do Projeto Genoma.


3. Numa pesquisa envolvendo 50 cidades de diversos países, a cidade do Rio de Janeiro foi considerada a mais solidária.


4. Nas eleições de 2000, o sistema do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) estava informatizado em todas as regiões do Brasil, com resultados em menos de 24 horas depois do início das apurações. O modelo chamou a atenção de uma das maiores potências mundiais: os Estados Unidos, onde a apuração dos votos teve que ser refeita várias vezes, atrasando o resultado e colocando em xeque a credibilidade do processo.


5.. Mesmo sendo um país em desenvolvimento, os internautas brasileiros representam uma fatia de 40% do mercado na América Latina.


6. No Brasil, há 14 fábricas de veículos instaladas e outras 4 se instalando, enquanto alguns países vizinhos não possuem nenhuma.


7. Das crianças e adolescentes entre 7 a 14 anos, 97,3% estão estudando.


8. O mercado de telefones celulares do Brasil é o segundo do mundo, com 650 mil novas habilitações a cada mês.


Na telefonia fixa, o país ocupa a quinta posição em número de linhas instaladas..


10. Das empresas brasileiras, 6.890 possuem certificado de qualidade ISO-9000, maior número entre os países em desenvolvimento. No México, são apenas 300 empresas e 265 na Argentina.


11. O Brasil é o segundo maior mercado de jatos e helicópteros executivos.


Por que vocês têm esse vício de só falar mal do Brasil?


1. Por que não se orgulham em dizer que o mercado editorial de livros é maior do que o da Itália, com mais de 50 mil títulos novos a cada ano?


2. Que têm o mais moderno sistema bancário do planeta?


3. Que suas agências de publicidade ganham os melhores e maiores prêmios mundiais?


4. Por que não falam que são o país mais empreendedor do mundo e que mais de 70% dos brasileiros, pobres e ricos, dedicam considerável parte de seu tempo em trabalhos voluntários?


5. Por que não dizem que são hoje a terceira maior democracia do mundo?


6. Que apesar de todas as mazelas, o Congresso está punindo seus próprios membros, o que raramente ocorre em outros países ditos civilizados?


7. Por que não se lembram que o povo brasileiro é um povo hospitaleiro, que se esforça para falar a língua dos turistas, gesticula e não mede esforços para atendê-los bem?


8. Por que não se orgulham de ser um povo que faz piada da própria desgraça e que enfrenta os desgostos sambando.


É! O Brasil é um país abençoado de fato.

Bendito este povo, que possui a magia de unir todas as raças, de todos os credos.


Bendito este povo, que sabe entender todos os sotaques.

Bendito este povo, que oferece todos os tipos de climas para contentar toda gente.

Bendita seja, querida pátria chamada Brasil!!


10 de Agosto de 2010

Enquanto isto, na 3ª Vara Criminal da Comarca de Palmas, em TO

Arquivado sob: Catarse, Texto, Bobagem, Direito, Curiosidades — Paul @ 18:04

A Escola Nacional de Magistratura incluiu em seu banco de sentenças, o despacho pouco comum do juiz Rafael Gonçalves dePaula, da 3ª Vara Criminal da Comarca de Palmas, em Tocantins. A entidade considerou de bom senso a decisão de seu associado, mandando soltar Saul Rodrigues Rocha e Hagamenon Rodrigues Rocha, detidos sob acusação de furtarem duas melancias:

A Escola Nacional de Magistratura incluiu em seu banco de sentenças, o despacho pouco comum do juiz Rafael Gonçalves dePaula, da 3ª Vara Criminal da Comarca de Palmas, em Tocantins. A entidade considerou de bom senso a decisão de seu associado, mandando soltar Saul Rodrigues Rocha e Hagamenon Rodrigues Rocha, detidos sob acusação de furtarem duas melancias:

DECISÃO

Trata-se de auto de prisão em flagrante de Saul Rodrigues Rocha e Hagamenon Rodrigues Rocha, que foram detidos em virtude do suposto furto de duas (2) melancias. Instado a se manifestar, o Sr. Promotor de Justiça opinou pela manutenção dos indiciados na prisão.

Para conceder a liberdade aos indiciados, eu poderia invocar inúmeros fundamentos: os ensinamentos de Jesus Cristo, Buda e Ghandi, o Direito Natural, o princípio da insignificância ou bagatela, o princípio da intervenção mínima, os princípios do chamado Direito alternativo, o furto famélico, a injustiça da prisão de um lavrador e de um auxiliar de serviços gerais em contraposição à liberdade dos engravatados e dos políticos do mensalão deste governo, que sonegam milhões dos cofres públicos, o risco de se colocar os indiciados na Universidade do Crime (o sistema penitenciário nacional)…

Poderia sustentar que duas melancias não enriquecem nem empobrecem ninguém. Poderia aproveitar para fazer um discurso contra a situação econômica brasileira, que mantém 95% da população sobrevivendo com o mínimo necessário apesar da promessa deste presidente que muito fala, nada sabe e pouco faz.

Poderia brandir minha ira contra os neo-liberais, o consenso de Washington, a cartilha demagógica da esquerda, a utopia do socialismo, a colonização européia.

Poderia dizer que os americanos jogam bilhões de dólares em bombas na cabeça dos iraquianos, enquanto bilhões de seres humanos passam fome pela Terra - e aí, cadê a Justiça nesse mundo?

Poderia mesmo admitir minha mediocridade por não saber argumentar diante de tamanha obviedade.

Tantas são as possibilidades que ousarei agir em total desprezo às normas técnicas: não vou apontar nenhum desses fundamentos como razão de decidir.

Simplesmente mandarei soltar os indiciados. Quem quiser que escolha o motivo.

Expeçam-se os alvarás.
Intimem-se.

Rafael Gonçalves de Paula

Rafael Gonçalves de Paula

Juiz de Direito


31 de Março de 2010

Reinold Stephanes Jr. detona o PT e fala em plenário verdades que o governo abafa

Arquivado sob: Catarse, Vídeos, Política — Paul @ 13:34



11 de Março de 2010

Desabafo de um pai que teve seu filho assassinado pela Dilma Rousseff

“Tudo que é preciso para o triunfo do mal é que as pessoas de bem nada façam.”
(Edmund Burke)

Mário Kosel Filho nasceu em 6 de julho de 1949, em São Paulo. Era filho de Mário Kosel e Therezinha Vera Kosel. Fazia parte do Grupo Juventude, Amor, Fraternidade, organizado pelo Padre Silveira, da Paróquia Nossa Senhora da Aparecida, no bairro de Indianópolis, juntamente com mais de 30 jovens.

O símbolo do grupo, ironicamente idealizado por Mário, era uma rosa e um violão.Por ser muito prestativo e preocupado em ajudar as pessoas, principalmente crianças e necessitados, foi apelidado de Kuka, pelos demais participantes do grupo.

Mário estava com 19 anos e prestava o serviço militar. Estava incorporado na 5ª Cia. de Fuzileiros do 2º Batalhão, no 4º Regimento de Infantaria Raposo Tavares, em Quitaúna.

Na madrugada de 26 de junho de 1968 estava no quartel, em serviço, quando ouviu um tiro, disparado pelo soldado Rufino, que fazia a guarda externa do quartel. Saiu para ver o que se passava e foi informado pelo soldado Rufino que o tiro foi para cima, para advertir um automóvel que, em alta velocidade, rompeu a barreira da área proibida ao tráfego de veículos. O motorista do automóvel deve ter se assustado e colidiu com um poste. Mário, preocupado em ajudar possíveis feridos, foi até o mesmo. Ao se aproximar do automóvel acidentado, um outro automóvel passa pelo local e seus ocupantes lançam sobre o automóvel acidentado uma bomba de grande poder destrutivo.

Mário teve morte instantânea, pedaços de seu corpo foram lançados em todas as direções.

Um dos ocupantes do segundo automóvel era Dilma Rousseff.

Não consigo entender como é possível uma assassina permanecer solta e ainda chega aonde essa mulher chegou. Dilma e outros criminosos e assassinos, que deveriam estar nas penitenciárias, relaxam e gozam sem quaisquer preocupações, enquanto os ladrões de galinhas sofrem severas penalidades

.Agora, a exemplo do que fizeram com Lula, os marqueteiros vão tentar vender a imagem de paz e amor dessa assassina.

http://bahiapress.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2009/05/dilmadedo.jpg  Ainda assim, enquanto eu viver, não me calarei, até que todos saibam.

Mário Kosel e Therezinha Vera Kosel

18 de Fevereiro de 2010

Não caiam na farsa da OI TV

Arquivado sob: Catarse, Texto, Fornecedires de Merda — Paul @ 09:46

No final de janeiro deste ano (2010) a OI fez o primeiro contato, e ofereceu o serviço, no valor de 49,90 mensal. Garantiram que não haveria cobrança pela instalação e marcaram a data (que, obviamente, não foi respeitada)

Algum tempo depois apareceram dois técnicos, que se bateram a beça e acabaram indo embora sem concluir o serviço (embora tivéssemos inclusive a planta elétrica e de fios da casa em mãos). Prometeram voltar sem falta no outro dia.

No outro dia, pela manhã, um dos técnicos apareceu… Mas apenas para pegar a prancheta que havia esquecido. Segundo ele, a “equipe” de instalação estava vindo atrás. Afirmou que: -só haviam parado para abastecer o carro, mas já estão chegando.” Foi embora com a prancheta embaixo do braço, e nunca mais deu notícias. A “estória” da equipe que estava chegando era apenas uma mentira… Uma picaretagem para ir embora sem qualquer outra explicação.

Uma semana depois apareceu outro instalador, que não sabia nada dos dois primeiros. Segundo fiquei sabendo, alguns destes “técnicos” fazem diversas visitas, e só executam e anotam as extremamente fáceis. As outras, simplesmente deixam de lado; O objetivo: Preencher o maior número de visitas no relatório, cumprindo a cota e aumentando os rendimentos, em detrimento do cliente… A boa e velha “cultura corporativa”.

O segundo técnico, embora com boa vontade, não tinha equipamentos e material para as instalações (sequer conectores de parede, ou um testador digital de cabo). Ficou horas para conseguir instalar a antena sozinho, e no final (quase a noite) não conseguia passar o fio da antena para sala de televisão. Sugeriu instalar no terraço (primeiro quarto, que nunca é utilizado), para que eu depois solicitasse a mudança de ponto diretamente para OI. Garantiu que nenhuma taxa adicional seria cobrada (apenas se fosse feita a solicitação na primeira semana após a instalação). Aceitei.

alguns dias depois liguei para OI, para solicitar a mudança. Após uns 20 minutos, consegui falar com a atendente, que informou que haveria uma taxa adicional de R$80,00 pela mudança de ponto (não sem tentar passar aquela velha história de que APENAS a assinante poderia pedir a mudança de ponto). Reclamei, pois tal taxa (adicional) não havia sido informada pela OI, no primeiro contato, ou pelo tecnico, na instalação. A ligação caíu.

Liguei e e expliquei tudo novamente (+ 20 minutos), fui transferido (+10 minutos) e finalmente falei com a atendente Gislaine (+ 50 minutos (!!!), que anotou a reclamação e a quem solicitei a mudança de ponto (marcada para quarta-feira (dia 10/02/2010) pela manhã. Protocolo de atendimento: 201040557868

O “Serviço de Atendimento ao Cliente” ligou várias vezes, e em todas informou que o “tecnico” estava vindo. O prazo final seria 5a-feira, depois do carnaval, pela manhã (hoje). Tentei ligar pela manhã, sem sucesso… Ligo novamente as 13:06pm. Caio na URA. As 13:18 consigo falar com a atendente. Luciana. Explico a situação. A atendente escuta tudo, e no final diz que vai transferir a ligação. Depois de 5 minutos, cai a ligação.As 13:26 consigo ligação. Protocolo 201040671044. A atendente- Aridiane - informa que terá equipe disponível no sábado. Pergunto da que fora prometida pra hoje; A atendente não soube informar e disse que a empreiteira simplesmente cancelou a data (??) e não me informou (para que informar o palhaço que está aguardando o atendimento, não?) Peço que cancelem o contrato, em razão do péssimo atendimento (observem que a primeira fatura já veio e o serviço nunca foi utilizado (está instalado no quarto de hóspedes)). A atendente informa que o cancelamento irá custar R$220,27 (!!) Peço o nome da supervisora (Ana Carolina), mas a atendente informa que ela não irá (!!) entrar em contato.

Alguns dias depois apareceu um garoto que disse prestar serviço pra OI. Falou com a empregada, apenas deu uma olhada na instalação e disse que era impossível passar o fio para a TV de baixo (?). Informou que faria um relatório, para isentar o pagamento da multa, uma vez que o serviço nao havia sido completado e não era possível. Obviamente o garoto desapareceu, não houve qualquer cancelamento ou contato pela OI.

Dia 20/03/2010 - Chegou a conta de telefone. O servico nao foi cancelado e a cobranca pelo “serviço” foi de R$70,00 (o informado pelo telefone e contratado foi de R$49,90). Tento ligar, por diversas vezes, sem sucesso.

Dia 23/03/2010 - Tento ligar por 15x (!!). Em todas recebo o tom de ocupado. As 11:15 consigo, sou atendido pela URA, e fico 20 minutos em espera (escutando as propagandas que dizem como a OI é boa e legal). Cai a ligação.

12:01pm - Tento mais 8 vezes, até que sou atendido novamente pela URA. Aguardo novamente, com a gravação das gravações sobre programações da OI TV…. 12:10pm, caí de novo a ligação

12:14 - Ligo novamente. Novamente a URA atende. Desta vez tento no canal de aquisição de serviços. Sou atendido em 4 minutos (12:18pm). Atendente Cristiane. Protocolo de atendimento 201041098652 . Explico novamente o problema. A atendente não entende. Explico novamente, pelo menos uma 4 vezes. A mulher pergunta: “Então o senhor não tem a OI TV? Porque se tem, tem que pagar”. (!!) - Grito para que a criatura entenda que a instalação não foi concluída e que o preço de cobrança está errado. A “atendente” desliga na minha cara.

Aguardando cenas do próximo capítulo


1 de Fevereiro de 2010

‘Pré-sal’: Farsa ou propaganda?

Arquivado sob: Catarse, Texto, Reportagem, Notícia, Dicas, Curiosidades, Política — Paul @ 10:21

Poder Naval - Blog
Indicação do Leitor: F. Pohlmann

Carta de geólogo da Petrobrás põe em cheque capacidade da empresa e viabilidade das novas descobertas na ‘Amazônia Azul’

Senhores Deputados / Senhoras Deputadas.

vinheta-especialO uso intensivo da mídia pela PETROBRAS e pelo Governo Federal para vender a chamada descoberta de petróleo do século e a redenção do BRASIL é um caso típico de desserviço prestado ao BRASIL e ao seu povo, um país com problemas crônicos, principalmente na área da educação e da saúde, que clamam por solução de há muito, para que a Presidência da República coloque o Congresso Nacional contra os brasileiros e as futuras gerações, forçando-o a aprovar, em regime de urgência, um marco regulatório para a exploração de petróleo do PRÉ-SAL, que não serve para nada no momento, a não ser desviar a atenção da população de seus reais problemas.

É que toda e qualquer declaração atual sobre qualquer possível volume de petróleo descoberto no PRÉ-SAL não passa de pura especulação. Não existe no mundo ninguém e nenhum geólogo de petróleo em nenhuma companhia de petróleo, inclusive na PETROBRAS, que consiga chegar a um desses valores declamados em prosa e verso e provar que ele é verdadeiro. São somente estimativas, em virtude da falta de uma base confiável de parâmetros que permitam cubar qualquer reserva de petróleo dessa ordem de grandeza.

O conhecimento adquirido pela indústria do petróleo ao longo de mais de um século de exploração no mundo inteiro mostra ser muitíssimo pouco provável, ou melhor, impossível a existência de um lençol contínuo de petróleo como este anunciado para o PRÉ-SAL, devido a uma série de impossibilidades: físicas, químicas, biológicas e, principalmente, geológicas.

Deste modo, é uma falácia a afirmação de que temos um lençol de petróleo no PRÉ-SAL de tamanho 800km x 200km ao longo da Costa Leste Brasileira.

Portanto, este marco regulatório, que se tenta aprovar em regime de urgência, sem uma discussão ampla com a sociedade, é apenas a volta pura e simples, de forma disfarçada, ao monopólio estatal de petróleo; um verdadeiro desserviço que estão prestando ao BRASIL, um verdadeiro crime de lesa-pátria.

pre-sal

A PETROBRAS, literalmente de pires na mão, não está dando conta sequer do que foi planejado estrategicamente para se explorar acima da camada de sal, como poderia arcar com os investimentos no PRÉ-SAL, se estes realmente se viabilizarem, sabe-se lá quando? Com o marco regulatório aprovado do jeito que está sendo proposto, sem uma discussão ampla e profunda com todos os setores, não teremos nenhum aporte de capital estrangeiro, e não se explora e se produz petróleo, muito menos ainda no PRÉ-SAL, com bananas e tacapes e sim com muito dinheiro e muita tecnologia de ponta, e nós, simplesmente, não temos nem uma coisa nem outra, no momento.

Nossos técnicos são criativos, mas tecnologia de ponta nós não desenvolvemos, as nossas universidades não desenvolvem. Nós importamos os componentes e, com o jeitinho que nos é peculiar, montamos as ferramentas e os equipamentos e os operamos. Daí dizerem que dominamos a tecnologia para exploração em águas profundas.

Nada disso! Dominamos somente a parte operacional, porque toda a tecnologia é desenvolvida lá fora, por encomenda da PETROBRÁS, é claro, mas a tecnologia para fabricação de ferramentas e equipamentos para exploração e produção de petróleo em águas profundas nós não temos, não dominamos.

O ‘fracasso’ em Piranema

piranema_petrobras

Como se sabe, a pressa é inimiga da perfeição. A exploração do Campo de Piranema, em águas profundas do Estado de Sergipe, pode ser um bom exemplo para reflexão por todos nós. A pressa em se mandar construir no estrangeiro uma plataforma de “casco redondo” – a primeira do mundo na propaganda da PETROBRAS – a peso de ouro, quando se podia construir uma plataforma com o casco em outro formato qualquer em um estaleiro nacional, sem que o campo descoberto estivesse sequer parcialmente delimitado e o estudo da sua viabilidade econômica pudesse ser feito com mais segurança, parece não ter dado certo.

Em documento enviado a Procuradoria da República no Estado de Sergipe, e também encaminhado aos Senhores e Senhoras ( Oficio_SAJR-PR-SE_nº_70-2009), eu questionei, poucos anos atrás, a desnecessidade da construção da plataforma de produção antes da delimitação do campo com a perfuração de mais poços exploratórios, denominados poços pioneiros adjacentes e poços de extensão. E fiz esse questionamento com a minha experiência de cerca de 20 anos trabalhando na Bacia de Sergipe e Alagoas e de Pernambuco e Paraíba como geólogo de petróleo exploracionista da PETROBRAS, que me habilita a fazer declarações técnicas sobre tipos de acumulações existentes nessas Bacias, tipos de rochas reservatórios e seus mecanismos de produção.

A PETROBRAS, não sei por quais motivos, nunca veiculou para a imprensa e Bolsa de Valores, que as rochas reservatórios do Campo de Piranema eram pseudos turbiditos (corpos arenosos imersos numa gigantesca massa de folhelhos), com pressão anormalmente alta para a profundidade em que se encontram atualmente, o que podia caracterizar corpos de pequenas dimensões, e cuja produção logo entraria em depleção (S. f. Med. 1.. Redução de qualquer matéria armazenada no corpo. Aurélio). E parece ser o que já está ocorrendo, bem antes que o esperado.

Por gentileza, Senhores e Senhoras, leiam no texto a seguir a preocupação da bancada federal do Estado de Sergipe com a diminuição drástica da produção de petróleo no Campo de Piranema, em águas profundas de Sergipe:

[…] Parlamentares da bancada de Sergipe, por iniciativa do deputado Albano Franco (PSDB), se reuniram no fim da manhã desta quarta-feira, dia 26.08.2009, com o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, para cobrar explicações sobre a paralisação da produção de Petróleo no campo de Piranema, localizado em Estância. “Os problemas seriam de ordem técnica. O senhor Gabrielli nos garantiu que a produção será retomada até o início do mês de setembro”, disse o deputado José Carlos Machado (Democratas-SE) ao sair do encontro.

A produção no campo de Piranema foi paralisada há 15 dias sem que o prefeito do Município de Estância, Ivan Leite, ou mesmo a população obtivesse qualquer explicação sobre o ocorrido. O deputado José Carlos Machado, que discursou sobre o assunto nesta semana no Plenário da Câmara dos Deputados, lembrou do grande investimento feito para iniciar a prospecção de petróleo no campo de Piranema e reclamou da gradativa diminuição do repasse dos royalties ao município. “Houve um investimento de cerca de 500 milhões de reais para colocar esse campo em operação, informação anunciada com toda a pompa possível pelo presidente Lula da Silva em 2007, durante a inauguração. Recentemente, me foram apresentados dados que mostram que o município de Estância arrecadou em setembro de 2008, de royalties referentes à produção de Piranema, mais de R$1,4 milhão. Em janeiro deste ano, houve uma queda de 75%, e o município recebeu somente R$ 304 mil. Em junho passado, o total arrecadado foi de apenas de R$ 133 mil.. Quem sofre com isso? A população, é claro”, afirmou [….]

A PETROBRAS pode até afirmar que a suspensão da produção foi de ordem técnica, mas fica uma dúvida no ar: falha com os equipamentos dos poços em produção no fundo do mar ou os reservatórios são mesmo limitados e não conseguem mais manter a produção inicial do Campo de Piranema?

A verdade é que a produção não foi interrompida abruptamente e sim veio caindo ao longo dos meses, como mostra parte final do texto acima: “[…] o município de Estância arrecadou em setembro de 2008, de royalties referentes à produção de Piranema, mais de R$1,4 milhão. Em janeiro deste ano, houve uma queda de 75%, e o município recebeu somente R$ 304 mil. Em junho passado, o total arrecadado foi de apenas de R$ 133 mil. […]”.

Portanto, infelizmente, tudo indica que os poços ora em produção no Campo de Piranema já entraram em depleção acentuada. Resumindo: para atingir e manter a produção de 10.000 barris diários no Campo a PETROBRAS terá que perfurar e colocar muitos poços em produção em muito pouco tempo – o que não é logisticamente recomendável nem possível (faltam plataformas de perfuração no mercado) – o que esgotaria as reservas do campo mais rapidamente ainda, evidenciando a total desnecessidade da construção da tão imprescindível plataforma de casco redondo, a toque de caixa e repique de sino, nas últimas eleições, como se o seu formato fosse realmente determinante para a extração do petróleo, o qual se encontra nos reservatórios há milhões de anos.

Sendo assim, e voltando ao marco regulatório do PRÉ-SAL, solicito aos Senhores Senadores e Senhores Deputados, Senhoras Senadoras e Senhoras Deputadas, com o pensamento voltado exclusivamente para o bem do BRASIL e de nossas gerações futuras, que deixem para analisar o marco regulatório depois das eleições de 2010 e que discutam isso até a exaustão com toda a sociedade, porque é a única coisa sensata a se fazer no momento: O PETRÓLEO DO PRÉ-SAL É A ÚLTIMA FRONTEIRA.

Por favor, Senhores e Senhoras, não permitam que essa pressa injustificável transforme as descobertas do PRÉ-SAL em algo semelhante ao desastre que está se delineando para o Campo de Piranema, em águas profundas de Sergipe.

Atenciosamente.

Ivo Lúcio Santana Marcelino da Silva

FOTOS: Presidência da República e Petrobras

Sabe o que custa quase R$ 13.575,00 o litro, e você compra regularmente?

Arquivado sob: Catarse, Texto, Bobagem, Dicas, Curiosidades — Paul @ 09:24

Sinceramente, não sei se o cálculo desse exemplo abaixo está correto, mas outro dia, entrei num supermercado para comprar orégano e adquiri uma embalagem ( saquinho ) do produto, contendo 3g , ao preço de R$ 1,99. Normalmente esse tipo de produto é vendido nos supermercados em embalagens que variam de 3 g a 10 g . Cheguei em casa e resolvi fazer os cálculos e constatei que estava pagando R$ 663,33 pelo kg do produto. Será que uma especiaria vale tudo isso ??

Agora, com mais este exemplo abaixo de produtos vendidos em pequenas porções, fico com a sensação que as indústrias se utilizam ” espertamente” desse procedimento para desorientar o consumidor, que perde totalmente a percepção real do valor que está pagando pelos produtos.

Acho que todos os fabricantes e comerciantes, deveriam ser obrigados por lei ( mais uma ??? ) a estamparem em locais visíveis, os valores em kg, em metro, em litro e etc de todas e quaisquer mercadorias com embalagens inferiores aos seus padrões de referências. Entendo que todo consumidor tem o sagrado direito de ter a percepção correta e transparente do valor cobrado pelos fabricantes e comerciantes em seus produtos.

http://eduardostuart.files.wordpress.com/2009/02/roubo-o-que-fazer-mao-armada.jpg

VEJAM O ABSURDO
Você sabe o que custa quase R$ 13.575,00 o litro ?
Resposta: TINTA DE IMPRESSORA!
VOCÊ JÁ TINHA FEITO O CÁLCULO?
Veja o que estão fazendo conosco.
Já nos acostumamos aos roubos e furtos, e ninguém reclama mais.
Há não muito tempo atrás, as impressoras eram caras e barulhentas. Com as impressoras a jatos de tinta, as impressoras matriciais domésticas foram descartadas, pois todos foram seduzidos pela qualidade, velocidade e
facilidade das novas impressoras.

Aí, veio a “Grande Sacada” dos fabricantes:
oferecer impressoras cada vez mais e mais baratas, e cartuchos cada vez mais e mais caros. Nos casos dos modelos mais baratos, o conjunto de cartuchos pode
custar mais do que a própria impressora.

Olhe só o cúmulo: pode acontecer de compensar mais trocar a impressora do que fazer a reposição de cartuchos.
VEJA ESTE EXEMPLO:
Uma HP DJ3845 é vendida, nas principais lojas, por aproximadamente R$170,00…
A reposição dos dois cartuchos (10 ml o preto e 8 ml o colorido), fica em torno de R$ 130,00.
Daí, você vende a sua impressora semi-nova, sem os cartuchos, por uns R$ 90,00 (para vender rápido).

Junta mais R$ 80,00, e compra uma nova impressora e com cartuchos originais de fábrica.
Os fabricantes fingem que nem é com eles; dizem que é caro por ser “tecnologia de ponta”.
Para piorar, de uns tempos para cá passaram a DIMINUIR a quantidade de tinta (mantendo o preço).Um cartucho HP, com míseros 10 ml de tinta, custa R$ 55,99. Isso dá R$ 5,59 por mililitro.
Só para comparação, a Champagne Veuve Clicquot City Travelle custa, por mililitro, R$ 1,29.
Só acrescentando: as impressoras HP 1410, HP J3680 e HP3920, que usam os cartuchos HP 21 e 22, estão vindo somente com 5 ml de tinta!

A Lexmark vende um cartucho para a linha de impressoras X, o cartucho 26, com 5,5 ml de tinta colorida, por R$ 75,00.Fazendo as contas: 1.000 ml / 5.5 ml = 181 cartuchos R$ 75,00 = R$ 13.575,00.

Veja só: R$ 13.575,00, por um litro de tinta colorida. Com este valor, podemos comprar, aproximadamente:

- 300 gr de OURO;
- 3 TVs de Plasma de 42′;
- 1 UNO Mille 2003;
- 45 impressoras que utilizam este cartucho;
- 4 notebooks;
- 8 Micros Intel com 256 MB.

Ou seja, um assalto!

10 de Novembro de 2009

O microvestido rosa & a microcultura brasileira

Arquivado sob: Catarse, Texto — Paul @ 17:29

Fonte: Blog - Confidências Públicas & Besteiras Súditas
Autora: M. Albright

Não é nada agradável ter uma notícia ruim logo pela manhã, mas tem sempre aquele dia infeliz que você resolve cutucar a internet quando ainda está acordando e lá está ela, esperando por você: decidiram expulsar uma aluna porque ela foi pra universidade com o vestido curto demais.

O.o
(e daí?)

Resolvi ler melhor…

Seria alguma notícia do Afeganistão onde queimam as moças que tentam ir pra escola com ou sem véu? Ou talvez do Paquistão, onde sua cunhada ou esposa pode ter o corpo ateado fogo com álcool se vc homem assim o desejar e porque vc assim o deseja e tá tudo bem. Ou quem sabe em um país distante da África, onde as mulheres têm o clitóris extirpado ainda bem jovens. Não minha gente, não era uma notícia de nenhum destes países e nem de um país muçulmano extremista qualquer, era do meu país, o Brasil.Pior, da cidade mais moderna e cosmopolita do Brasil: São Paulo.

Aff…

Como intelectual milhares de coisas passaram pela minha cabeça, congelei por alguns segundos. Seria a volta da intolerância da época da ditadura? Ou pior será a ‘nova ditadura’, agora instalada por uma mistura de acesso à tecnologia com ignorância em doses imensuráveis?

O fato é que a estudante, que foi para aula com a roupa que quis, sentou e assistiu a aula bem na dela, mas acabou escoltada universidade afora sob os gritos de “puta!!!”. Não bastasse esse circo desnecessário -na época da internet que mostra o nu em detalhes pra quem quiser ver- a guria foi e-x-p-u-l-s-a. Sim, expulsa. Afinal, quem levaria a culpa, a ‘puta’ ou os marmanjos que incitaram a gritaria a fim de afirmarem sua macheza? Talvez, seja o momento de reviver a “Caça às Bruxas”, de defender novamente a “família cristã, a moral e os bons costumes brasileiros”…

Ótimo, e eu com isso? mas estamos no país onde nas praias, o bíquini é tão pequeno que a parte de cima e a de baixo podem caber juntas numa única mão e ainda é possível fechá-la e bem. Então, se é possível na praia, porque não é possível em outro lugar? A nudez é a mesma, não é?

São os famosos “códigos de vestimenta”. Ninguém te ensina que vc não deve pegar o ônibus pelado, vc entende sozinho. Ninguém te ensina que teu corpo é teu e vc faz com ele o que bem entender, veste nele o que bem entender, você aprende sozinho. Ninguém te ensina que o corpo de uma mulher brasileira é somente dela, você aprende que ela não tem direito à ele pela cultura que você está inserido. (infelizmente, mulheres e homens ainda aprendem isso aqui nesse país)

A gritaria na faculdade me cheira à frustração e à defesa do patriarcado machista, que está por um fio.(isso até o finado Durkheim no s.XIX já dizia…) Talvez a moça do vestido rosa fosse um provável objeto de desejo de muitos rapazes da instituição e não dormisse com nenhum, o que pode ter gerado desejo, desejo desesperado e depois ódio por ela ser dona de seu próprio corpo e poder ser vista, mas não tocada. Talvez fosse o contrário e a moça dormisse com todos, por isso mesmo, por ser livre e fazer o que bem entendia foi condenada a pagar pela liberdade de que dispôs. Em ambos os casos, ela estava no direito dela e ninguém tinha nada com isso, mas ela mexeu com o imaginário dos rapazes de 20 anos, que passam horas de seu dia em frente ao computador olhando as fotos das mulheres virtuais e mentindo no msn, mas quando vão para a vida real não conseguem ter desenvoltura ou performance ou gozos estonteantes dentro ou fora da cama.

A geração na casa dos 20 anos está frustrada e agarrando-se no que pode, defendendo valores antigos porque não consegue situar-se meio aos novos. Há um abismo entre o que a mídia promete em matéria de beleza e de sexo e o que é possível conseguir sem apertar um botão -numa transadinha qualquer. No Brasil, infelizmente, raras mulheres posicionam-se corretamente. A maioria ainda apanha, abaixa a cabeça e até agradece por isso, afinal ela tem um homem. Aceita ser escurraçada e exposta, aceita a culpa. São filhas, que depois viram donas de casa, submissas e ignorantes à sociedade machista. Seres ainda não humanos, sem voz e sem vez. Quem não me acredita, pare de pensar que o Brasil é só Sul e Sudeste e assista ao filme FILHOS DO SOL. É uma pequena amostra do que acontece aqui na nossa realidade.

O homem brasileiro moderno está moderno porque tem o celular novo, o tênis com a tecnologia tal, o carro com air-bags, mas está perdido, revoltado, agressivo e sente-se desonrado. Ainda reveste-se da necessidade de comandar o tempo todo, de ser o detentor do mando, o senhor de escravos, mesmo tendo a própria pele parda. A dicotomia entre senhor-escravo(a) apresentada tão bem por Darcy Ribeiro no Povo Brasileiro ainda permanece vivíssima.

E a mulher brasileira? Está tão perdida e revoltada quanto o homem. Frustrada, chateada, insatisfeita e com a cabeça cheia de sonhos novelescos. Querendo o que não tem e cega para o que tem e poderia fazê-la feliz. Ela, em relação ao homem, não está contribuindo em nada. Ela que poderia desmistificar e ajudar o homem nessa confusão toda, não sabe , não quer ter outro papel que não seja o de vítima. Uma vez chamada de puta, cala-se. Pior de tudo, não sabe impor-se para não dar a chance de ser chamada assim.

Não é o vestido curto que me faz escrever este texto, é uma manifestação cultural de ignorância atrás da outra. Os homossexuais sendo espancados, no shopping os pais berrando com os filhos e vice-versa porque não se toleram mais sem a roupa da marca tal e o o celular igual ao de não sei quem. As pessoas não tem o que conversar, a cultura virou um comprar sem sentido, um insultar o outro gratuitamente porque o vazio está insuportável demais.

A mulher brasileira descobre, aos poucos, que seus novos seios de silicone e seus cabelos iguais ao da revista tal, não lhe trouxeram satisfação e nem prenderam seu homem. Os homens descobrem que serem detentores de um pênis não os livra da agonia e da aflição de não serem super-heróis e super-homens e super-fodões quando sozinhos colocam a cabeça no travesseiro para dormir. A informação traz a satisfação imediata e na mesma rapidez que a traz, a leva. As pessoas já viram isso, estão irritadas e estão se expressando, pergunto-me quando começarão a buscar outras formas de serem felizes.

Quase todo homem desprezado tem como reação clássica chamar a mulher de ‘puta’. Isso desde sempre. Nem tinham inventado ainda o tal Jesus e já era assim. É uma confissão do quanto estava interessado e do quanto dói ela ter dito que “não, jamais, sem chance nenhuma”. Já no livro e no filme “LIGAÇÕES PERIGOSAS”, a condessa de Merteuil, pleno século XVIII, tem sua imagem exposta por seu amante e parceiro de jogos sexuais maquiavélicos Valmont como a ‘puta malvada’. Impressionante como entre tantas coisas que as mulheres podem ser chamadas, ‘puta’ é o que ainda magoa mais. Acho que é porque elas não entenderam que não são apenas uma periquita, um par de seios e um depósito para o desejo masculino ou feminino. (lésbicas também penam no purgatório…)

Pelo sim, pelo não, se o Brasil não parar de emburrecer vai ser sempre medíocre. O desenvolvimento de um país, especialmente o econômico, passa pelo processo de educação de sua população, pelo processo de independência da mulher e da liberalização feminina. Se quer aumentar o PIB, as mulheres devem estar em peso no mercado de trabalho. Se quer uma corporação fortíssima, o maridão deve lavar a louça para a esposa executiva dar uma grande virada no mercado financeiro. Todos os países mais bem sucedidos e ricos são também os mais bem educados e resolvidos culturalmente quanto ao espaço dado ao homem e à mulher.

A própria revista THE ECONOMIST já publicou vezes sem fim artigos falando sobre a necessidade de os países árabes descolarem religião de economia, para as mulheres poderem estudar e trabalhar e contribuir no crescimento econômico e por consequência, cultural desses países. Senão eles vão ficar para trás. Logo vão publicar um artigo explicando porque, sem investimento em educação – para todos- o Brasil ficou para trás. BRICs vai virar história…

E por último pergunto-me, que fato a imprensa não nos conta e que é tão importante, para nos ocupar com a notícia do microvestido rosa, quando deveríamos estar lendo sobre o que realmente nos interessa como profissionais e como brasileiros e cidadãos de terceiro mundo num mundo globalizado e ultra cruel? Distrai-nos, sem dúvida…pergunto-me para que, para quem…

À moça do vestido, desejo o mesmo que para a cultura brasileira: um melhor posicionamento e crescimento. Ao leitor deixo um alerta: há sempre uma notícia muito mais relevante por trás de um vestido. Pense, pense em camadas e destrinche o que há além do que se vê. E por último um desabafo: este ainda não é o país que eu quero representar. Lamento…

M. Albright

Veja a história…

14 de Setembro de 2009

PT: Frases inteligentes de gente desiludida

Arquivado sob: Catarse, Política, Pérolas Políticas — Paul @ 22:31

8 de Setembro de 2009

Why TechCrunch Is Not Coming to Brazil After All

Pois é… Este governo de merda reclama da ausência de capital estrangeiro, mas inviabiliza a entrada de investidores através da burrocracia. Reclama da ausência de patentes em território nacional, mas não há QUALQUER incentivo à patentes para universidades, instituições ou pessoas; Pior: Uma patente de tecnologia demora 10 (dez!!!) anos em média para sair por aqui. 

Abaixo as impressões da Sarah Lacy, colunista da Techcrunch, que vinha ao brasil para verificar eventuais oportunidades de investimento em tecnologia por aqui. É foda!

Fonte: Techcrunch

by Sarah Lacy on September 3, 2009

brazilfailRight about now I should be leaving for the airport. In some 24 hours I’d be landing in Sao Paulo, picked up by my driver for the next two weeks and embarking on a jam-packed agenda, meeting with scores of South American startups and entrepreneurs.

This was to be the latest in my series of travels for my book-in-progress about entrepreneurship in emerging markets. Brazil was the one place that no one in the Valley was pushing me to visit. In fact, it was the one place my husband had asked me not to visit, having heard many reports of kidnapping and violence. But I was resolutely convinced there was a world of exciting companies and stories and had been looking forward to the trip for months. In fact, I’d spent about four months studying Portuguese and planning the trip.

I’m not on getting on that plane today though. Entrepreneurs who’d hoped to be written up on TechCrunch: Blame your government.

American citizens have to have visas to get into Brazil, and my visa was “guaranteed” to get to me by last Friday, the day before my original flight was supposed to leave. That didn’t happen and I was frustrated, but travel in emerging markets is never easy. So I agreed to push the trip back a week and absorb nearly $1,000 in extra costs associated with that, not to mention huge disruption to my schedule. (Bear in mind, this isn’t TechCrunch money. I am self-funding research for this book and have to closely watch every dime.) All I asked was when I would absolutely get the visa by so I wouldn’t have to reschedule things again. I was told yesterday, September 2. Guess what? No visa.

I’m now told that it is definitely getting here Friday. Unfortunately, I have no reason to actually believe that’s true at this point. I can’t push my schedule back any more and comply with existing trips in September, October and November and frankly, having now spent thousands of dollars on a trip that’s not happening, I wasn’t interested in throwing more good money after bad. As a result, my trip to Brazil is canceled. I have paid the fees to switch the plane ticket to one to China in October.

I paid an expediting service hundreds of dollars to ensure I’d be getting this visa, and clearly they’ve been getting an earful from me over the last week. If not for a phone call from the owner this morning finally agreeing to waive the fees I paid them, this post would largely be skewering them. But she assures me no one is getting into Brazil and her week has been even worse than mine. Apparently, the Brazilian government decided to switch to a new computer system for all of its consulate offices and only sent two computers to each office, and not the adequate software to process everything. So everyone has been in a holding pattern. Some consulates aren’t promising any visas before 25 days; others won’t even take an appointment with prospective travelers unless they show documents showing travel in the next 15 days. In fact my visa is the first one the processing firm will get back—that is, if they actually do get it today as promised. They’ve not only been screamed at by me, but loads of business travelers—and even a coach for a national soccer team who can’t get in the country.

It’s particularly ironic given that the Brazilian government has recently hired the PR firm Fleishman Hillard to go around talking up its commitment to IT and entrepreneurship. You want foreign investment and attention, Brazil? Here’s an idea: LET PEOPLE ENTER THE DAMN COUNTRY. You want to show your IT prowess? How about outfitting your consulates with computer systems that work? Or maybe rolling it out slowly so other offices could handle the overflow. Or training people on it first.

The country should be embarrassed, and its businesses should be furious. I’m going to aim to try this whole Brazil thing again in December or January. It’s not the entrepreneurs’ or our readers’ fault this happened, and I still believe there are great stories in Brazil that I want to report. But when you’re harder to get into than China, it doesn’t bode well for foreign investment, Brazil.

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