Comentário de Felipe — 2 de Dezembro de 2009 @ 10:48
Fiquei tão indignado com um texto de uma falsa psicóloga que esta na net que, precisei fazer este blog para colocar minha opinião
Cazuza, um idiota morto: a resposta.
Este texto me foi enviado já há muito tempo, mas como não houve repercussão alguma, nunca me preocupei em respondê-lo. A falta dessa ‘repercussão’, inclusive, prova que o texto não apresenta embasamento ou coerência, e que a própria autora destaca a péssima maneira com que ela mesma cria sua filha, e vou provar ‘como’:
Cazuza: homem mediano, poeta completo.
Cazuza era de classe média, foi uma criança como eu fui, como são todas as crianças. A diferença entre sua vida e a nossa, foram os contatos que ele teve desde menino: Caetano, Vinícius de Moraes, João Gilberto… mais
inúmeros ícones da Bossa Nova e ÁS de uma época tropicalista, de lutas e desafios com intuito de construir um país livre. Poetas, literatos, músicos e pensadores responsáveis pelo que temos de melhor no emaranhado de
produções culturais brasileiras. Nomes que mostraram o melhor do Brasil ao Mundo. Cazuza teve a sorte de viver entre os mais dos mais e, talvez não por mérito próprio, mas exatamente pelo ambiente em que cresceu,
tenha sido o grande poeta que foi.
Esse cidadão dizia “meu heróis morreram de overdose”, mas não disse que eram seus heróis porque morreram de overdose. Na mesma canção
que diz isso, Cazuza evoca: “Meu partido é um coração partido, e as ilusões estão todas perdidas. Os meus sonhos foram todos vendidos tão barato que eu nem acredito” e “Ideologia, eu quero uma pra viver”. Ele não enaltece a
overdose, mas afirma que há algo de errado. Um mundo sem ideologia é um mundo sem sonhos, sem razão para viver. “Meu sex and drugs não
tem nenhum rock ‘n’ roll”, não completa, não anima a alma, não dá razão à vida.
Não me lembro de nenhum show em que Cazuza tenha jogado a bandeira do Brasil no chão (isso fazem nossos deputados e senadores o tempo inteiro, e nem por isso recebo textos tão depreciativos acerca deles). Procurei também na internet, nunca houve este episódio. A única cena em que me lembro de ter visto Cazuza com a bandeira do Brasil foi numa imagem de 1985, quando ele abraçou o pano verde e amarelo finalizando o show no Rock in Rio com as palavras: “Que o Brasil nasça lindo para todo mundo amanhã, um Brasil novo, com uma rapaziada esperta”.
Altos, baixos e médios “fizeram parte do show” de Cazuza. Isso, porque apesar de artista idolatrado e aplaudido, Agenor de Miranda Araújo Neto era homem, errou, teve vícios, escolheu caminhos difíceis e, como muitos em sua época, não viveu para dizer que houve arrependimento e que “crianças, não façam o que fiz”.
Se Cazuza foi ou não um marginal, não diz respeito ao que ele foi como poeta. Se Cazuza foi ou não drogado, não muda o que foi como precursor de uma juventude à procura de ideais. Se Cazuza foi ou não “mimado”,
“filhinho de papai”, ou que nunca tenha precisado trabalhar… bom, estamos falando do ídolo, não da pessoa. A criação de um filho quem sabe como dar são os pais. Foi pela educação que tive dos meus pais, inclusive, que pude assistir ao filme de Cazuza quando tinha dezesseis anos (em 2004) e não dei as costas ao cinema com a idéia de que seria famosa usando drogas e
“participando de bacanais”. Talvez a má educação dada pelos pais seja ainda maior em relação aos adolescentes que assistiram ao filme e não tiveram o mínimo de visão crítica quanto ao triste fim do Cazuza-homem: que se drogou, exacerbou-se no sexo sem se preocupar com a preservação da própria vida, brigou milhares de vezes com os pais, tinha enormes
defeitos, contraiu uma doença venérea rara (na época) e, ainda sem responsabilidade, morreu passando os últimos dias com um cigarro entre os lábios.
Quão transviada é essa nossa juventude que não lhes é claro o suficiente os malefícios de uma vida vivida como a de Cazuza e mostrada no filme?
Quão deturpada é a visão de uma psicóloga (ou de qualquer pessoa que perca tempo acusando um filme, um poeta, uma vida… pelos motivos
errados) que não conseguiu enxergar o ídolo por trás do homem? O poeta escondido no garoto sem pudores? O êxtase de se entender as entrelinhas de uma letra aparentemente simples, de olhar para trás e pensar: “não há
mais ídolos como havia antigamente, não há poetas mais com quem podemos concordar”, de entender que bens e males é que constituem
uma vida, e que o show de Cazuza foi muito além da vida cheia de arruaças: foi a poesia, e a forma como aprendemos, através dela, que é preciso viver “porque o tempo não pára”.
E comovente ver Lucinha se defendendo destas acusações, ela que é uma mulher que sofreu tanto, que tenda ajudar as pessoas atravez de um maravilhoso trabalho social, faz isto pelo filho dela que não esta mais aqui, ela que escreveu um livro que serve de ajuda a mães de adolescentes pois, podemos apreender com os erros dos outros e, no livro ela fala de toda anjustia que passou quando descobriu que Cazuza era usuário.
É realmente comovente pois, Lucinha que tem tanto trabalho a fazer, se preocupar com tamanha injustiça, sendo atacada por uma estranha, que não sabe nada sobre sua vida..
Leiam a resposta da mãe de Cazuza abaixo:
Resposta da mãe do Cazuza à psicologa
Tenho recebido vários e-mails com uma mensagem de uma “psicóloga” falando que estão reverenciando o mito errado “Cazuza”. Que ele não deveria ser personagem de livro e filme. Acredito na liberdade de pensamento, mas também gostaria de deixar meu ponto de vista. Antes aproveito para agradecer a todos que enviam mensagem de solidariedade com Cazuza, principalmente por ele não estar aqui e não poder responde-la pessoalmente.
Não acredito em unanimidade e acho que Cazuza jamais esperou por ela, caso contrário não teria sido um criador de polêmicas como foi.
Ele nunca quis ser exemplo e dizia que não queria ser seguido nem por um cachorro (isto pode ser visto em diversar entrevista que ele deu).
Foi sim uma personalidade impar e um criador indiscutível, não fosse isso suas músicas não continuariam tocando nas rádios e sendo regravadas por novas gerações de artistas.
Seu legado além de sua poesia foi de coragem. Assumir-se HIV positivo, nos finais dos anos 80, não foi fácil!
Mas ele resolveu mostrar “sua cara” e enfrentar preconceitos.
Até hoje ouço histórias de pacientes e familiares de pacientes que dizem quanto a atitude de Cazuza os ajudou.
Hoje o nome “Cazuza” também está ligado a uma instituição que sobrevive dos seus direitos autorais e dá assistência pessoas carentes portadoras da Aids (Isto era um desejo dele, a sociedade viva Cazuza foi um pedido dele), o “marginal” se preocupava muito com as pessoas, dono de um enorme coração, queria ajudar todo mundo. Para a “psicóloga” isso é pouco?
Além de apontar um ponto de vista miope e preconceituoso o que tem feito ela de construtivo? Por que não enviar e-mails falando de seu próprio legado?
Me parece um tanto quanto anti-etico uma psicologa, que não acompanhou nossas vidas, julgar a criação que demos à nosso filho, nunca fomos pais omissos, sempre lutamos muito contra as drogas, eram brigas diarias, angustias interminaveis e, com o livro tentei fazer um alerta aos pais de adolescentes sobre as Drogas. Tentei passar um pouco de minhas experiencias, erros e acertos e, sei que errei porém, errei tentando acertar. Gostaria muito de conhecer uma mãe que nunca errou!!! Quando chamaram Cazuza der “um idiota morto”, quebraram-se toda a relação cultural, milenar, de respeito aos mortos em sua incapacidade de se defender. Fosse referente a um ditador, a um tirano, ainda entender-se-ia. Mas, o título se referia a alguém que escreveu versos comos os de “codinome Beija-Flor”
Portanto, defende-se ser aquele texto um direito de opinião, uma vez que viola todos os direitos de defesa ao bater num “idiota morto”?
E não é o caso de gostar ou não de sua arte. Mas, atacar o artista diretamente por sua vida pessoal pregressa.
Vai muito mais além; e considero isso muito grave:
- o texto questiona as condições herméticas e pessoais de um ambiente familiar, como se a autora pudesse ter as condições adequadas para julgar o que aconteceu na família, durante aqueles trinta anos;
- coloca diretamente no banco dos réus todos aqueles que sofrem de adição a todos os tipos de drogas, álcool, fumo, e indiretamente a paixão, trabalho, pânico etc. Como se essas questões não fossem de respeito à saúde. E, como dita psicóloga, deveria ter consciência disso, mas não o tem;
- emparelha a arte a esses seus parâmetros aplicados ao artista e sua família, e interpreta de forma obtusa e literal frases dele como “meus heróis morreram de overdose; meu inimigos estão no poder” (que tem muitos outros significados: os artistas mortos e os corruptos, vivos; os exageros de nossas crenças na ação do outro e, assim, a incapacidade de nossas expectativas se concretizarem; etc);
- agride o público que o admira e canta sua obra, baseada nos mesmos sentimentos preconceituosos como se, por ter sido de um drogado, sua poesia, suas musicas não prestasse;
- condena de forma nazista todos aqueles que, por seus excessos, adquiriram doenças e/ou morreram por elas. Não somente a AIDS, mas igualmente embutidas outras enfermidades que podem levar alguém a se tornar, precocemente, um “idiota morto ou a morrer”: o câncer, a cirrose, a diabetes, a hepatite, a anorexia, a hipertensão e tantas outras consequências de nossas fraquezas, seja por drogas, seja por fumo, seja por álcool, seja até pelo uso excessivo de açúcar, gordura ou sal;
Pelo que sei e sinto, Cazuza é um idolo pois, milhares de pessoas adimiram suas composições, suas musicas e sua voz, que apesar de ter se calado cedo demais, continuará… Nunca foi Idolo porque usou Drogas, bebia, era Bi-sexual ou pegou Aids… Vamos separar as Coisas ( sua obra, seu trabalho X Sua vida pessoal)
Aproveito para lembrar que muitos artistas, posso citar alguns, Hemingway, Van Gogh, Kafka, Salvador Dali, Mozart, Pollock também tiveram uma vida pessoal bastante fora da média.
Será que ela não sabe das experiências de Freud com cocaína? Fico com pena de uma psicóloga que conheça tão pouco da história do pai da psicanálise.
Cada um sabe a dor e a delicia de ser o que é.
Só eu sei a dor que foi enfrentar todos os problemas junto com meu filho (Drogas, bebidas, boemia, preconceito, Aids e muitos outros) contudo, somente eu sei a delicia que foi ser mãe de um Poeta, Romantico, Carinhoso, Amigo, inteligente e acima de tudo, HUMANO… extremamente HUMANO
Lucinha Araújo Mãe de Cazuza e Presidente da Sociedade Viva Cazuza ” Viva Cazuza!!!!
Ela tambem disse em uma entrevista:
Bom, acho muito anti-etico ela julgar a criação que demos a nosso filho pois, ela não acompanho de perto. Não sabe o que tivemos que enfrentar, não sabe das brigas diarias,
nunca fomos omissos, só que conviveu com nossa familia sabe disso. Ela escreve no texto “São esses pais que devemos ter como exemplo?”, no livro escrevi toda a
angustia quando descobri que meu filho era um usuario de drogas, escrevi meus erros e acertos e acho que de certa forma as experiencias relatadas poderam ajudar a outros pais, pelo menos a não cometerem erros semelhantes. Fiz e continuo fazendo minha parte para ajudar a sociedade.
Cazuza não vendia drogas, era usuario, não vivia do dinheiro de trafego
Li em um site de um sociologo e psicologo que escreveu o seguinte a respeito do texto:
Outrossim, qual é a verdadeira definição de droga? Quantas pessoas são viciadas em remédios para emagrecer, trabalho, video-games, compras?
Vc acha que ser esta gente é saudável? E, se vc acha que eles não são saudáveis, deveriam ser condenados? Pois estes somos todos nós, :heróis cotidianos, morrendo e nascendo de overdose, diariamente, na medida do “impossível”.
E a obsessão consumista? Não seria isso uma droga a alimentar os traficantes da vida, dos direitos, das leis, do nosso supoto bem estar?
Não, meu caro . Somos nós, cegos sobreviventes, a perdermos nosso herói
interior, morrendo diariamente da overdose de tanta luta ingrata, frente a um futuro que,
invariavelmente, repetirá o passado. Haja vista que ainda discutimos isso: o óbvio:
Dubai, Ahmadinejad, apagões….
Fala, sério! O brasileiro deve ser, junto aos americanos, o campeão da hipocrisia, da
pieguice e da inversão de valores.
Por que os heróis morrem de overdose? Porque o mundo “normal” é vil e difícil para aqueles que nasceram cheios de vida suportar a morte cotidiana da filosofia….
ESTE É O SENTIDO DA MUSICA!! E DIFICIL ACREDITAR QUE EXISTE AQUELES QUE NÃO ENTENDAM…
Nossos heróis morrem de overdose, e poucos tem a capacidade semântica de entenderem o acerto dessas palavras, porque são vítimas de uma sociedade traficante, pueril, corrupta em todos os sentidos.
Quem é tão perfeito a exigir dos outros exemplos que não segue?
Sabe por que Jesus Cristo morreu aos 33 anos? Morreu de overdose de amor à humanidade.
Só as mães são felizes, e só os “Sarneys” têm vida longa, meu caro.
Não se trata de gostar de cazuza ou não. Trata-se de amar a vida e a si mesmo
entendendo-se passível de erros, frágil como um menino que fica em seu canto, observando as coisas.
Somos frágeis.
E Cazuza, forte como os fracos que somos - como todos os outros que tinham a sua
sensibilidade artística – encarou a sua fragilidade contra ume legião de hipócritas
certinhos que sonegam imposto de renda, que viram suas caras para as “matilhas de
crianças sujas, no meio da rua” (Renato Russo), triste museu à luz do dia, cheio de
novidades que ninguém critica nem escreve e-mail para a divulgação internáutica, então: jovens heróis de si mesmos “just dying of overdose”.
Desculpa-me a revolta, mas a cegueira da falta de vontade humana de olhar
à sua volta me cega.
Assim, acabo sendo “over”.
No entanto, ouvir certas coisas é “dose”!
Antes de terminar preciso muito fazer uma observação: Em sua resposta, Lucinha esta muito certa.. se formos procurar os “idolos corretos” nunca teremos idolos pois, todo mundo tem suas fraquezas, todos cometem erros, deslizam e, simplesmente todos os idolos do mundo tem algum “podre”… É realmente, Freud o pai da psicanalise se viciou em cocaina, então vamos rasgar todos os seus manuscritos, teses, teorias, estudos??
Uma psicologa assim, nem Freud explica!!!
Um estudante de psicologia questionou o seguinte (no site de Cazuza):
“Qual a faculdade que diplomou essa psicologa, se é que é psicologa mesmo ? Porque, eu como estudande de psicologia fiquei perplexo!! Um professor até levou o testo para a sala de exemplo de o que nunca deveremos fazer… julgar, dignosticar,
apontar “dedo na cara das pessoas”, apontar erros e dar as soluções como se fossemos
donos da verdade…
Eu nem sou fã de Cazuza não… não estou aqui por tietagem, só estou aqui porque este
“psicologa” esta envergonhando a classe.
Não sabe escrever, faz um amontoado de pensamentos embaralhados e pior ainda, sendo
psicologa confunde o Cazuza pessoa com o Cazuza artista, que representavam papeis
diferentes e por fim confunde o leitor para conseguir seu intento de formar uma opinião,
mas cai na esparrela do pretencionismo oportunista.
Erra mais ainda que não se identifica com seu numero de inscrição no CRP (que é obrigatório ao se intitular psicologa) e não dá referencias do dito Juiz (de onde ele é ? É
Juiz de que vara, é Federal, é Estadual, é juiz de futebol, basquete, porrinha…), será
que existe esse juiz ?
Encaminhem essa tese ao CRP (Conselho regional de Psicologia), para caçarem o
diploma dela e, enquanto isso, gravem o nome dela para quando precisarem de uma terapeuta não cairem nas mãos dela.
Me desculpem o desabafo, mas meus ouvidos não são penicos, principalmente de pseuda psicologa.
Ela que volte para a faculdade e reaprenda as matérias elementares, para poder analisar uma pessoa, como faz um psicologo e não um filme ou livro como faz um crítico literário ou de filmes.
Por favor não leiam essas porcarias e pior se lerem não propaguem.
É muita asneira junta. Toni - 03/12/2009 - 10:20
São Tomas de Aquino – MG”
No mesmo site encontramos o seguinte:
“Pessoal, lamentável!
Consultei o Conselho Regional de Psicologia e a sra. Karla Christine não consta como
psicologa, dai “não creia em tudo que ouve, porque quem crê em tudo que ouve, julga o que não vê”.
Abraços
Comentário de cristiana milenia — 18 de Janeiro de 2010 @ 16:49
Essa psicologa quer aparecer, acha q e dona da verdade,tenho pena dela!
Cazuza nossa admiraçao e respeito!!
Admiração e respeito pelo que, cara-pálida?!? Drogado, irresponsável, desafio-opositor, hedonista, epicurista e egocentrico… Me diga quem admira e eu tirei que você é.
OMG! MORRI! KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
Comentário de Felipe — 2 de Dezembro de 2009 @ 10:48
Fiquei tão indignado com um texto de uma falsa psicóloga que esta na net que, precisei fazer este blog para colocar minha opinião
Cazuza, um idiota morto: a resposta.
Este texto me foi enviado já há muito tempo, mas como não houve repercussão alguma, nunca me preocupei em respondê-lo. A falta dessa ‘repercussão’, inclusive, prova que o texto não apresenta embasamento ou coerência, e que a própria autora destaca a péssima maneira com que ela mesma cria sua filha, e vou provar ‘como’:
Cazuza: homem mediano, poeta completo.
Cazuza era de classe média, foi uma criança como eu fui, como são todas as crianças. A diferença entre sua vida e a nossa, foram os contatos que ele teve desde menino: Caetano, Vinícius de Moraes, João Gilberto… mais
inúmeros ícones da Bossa Nova e ÁS de uma época tropicalista, de lutas e desafios com intuito de construir um país livre. Poetas, literatos, músicos e pensadores responsáveis pelo que temos de melhor no emaranhado de
produções culturais brasileiras. Nomes que mostraram o melhor do Brasil ao Mundo. Cazuza teve a sorte de viver entre os mais dos mais e, talvez não por mérito próprio, mas exatamente pelo ambiente em que cresceu,
tenha sido o grande poeta que foi.
Esse cidadão dizia “meu heróis morreram de overdose”, mas não disse que eram seus heróis porque morreram de overdose. Na mesma canção
que diz isso, Cazuza evoca: “Meu partido é um coração partido, e as ilusões estão todas perdidas. Os meus sonhos foram todos vendidos tão barato que eu nem acredito” e “Ideologia, eu quero uma pra viver”. Ele não enaltece a
overdose, mas afirma que há algo de errado. Um mundo sem ideologia é um mundo sem sonhos, sem razão para viver. “Meu sex and drugs não
tem nenhum rock ‘n’ roll”, não completa, não anima a alma, não dá razão à vida.
Não me lembro de nenhum show em que Cazuza tenha jogado a bandeira do Brasil no chão (isso fazem nossos deputados e senadores o tempo inteiro, e nem por isso recebo textos tão depreciativos acerca deles). Procurei também na internet, nunca houve este episódio. A única cena em que me lembro de ter visto Cazuza com a bandeira do Brasil foi numa imagem de 1985, quando ele abraçou o pano verde e amarelo finalizando o show no Rock in Rio com as palavras: “Que o Brasil nasça lindo para todo mundo amanhã, um Brasil novo, com uma rapaziada esperta”.
Altos, baixos e médios “fizeram parte do show” de Cazuza. Isso, porque apesar de artista idolatrado e aplaudido, Agenor de Miranda Araújo Neto era homem, errou, teve vícios, escolheu caminhos difíceis e, como muitos em sua época, não viveu para dizer que houve arrependimento e que “crianças, não façam o que fiz”.
Se Cazuza foi ou não um marginal, não diz respeito ao que ele foi como poeta. Se Cazuza foi ou não drogado, não muda o que foi como precursor de uma juventude à procura de ideais. Se Cazuza foi ou não “mimado”,
“filhinho de papai”, ou que nunca tenha precisado trabalhar… bom, estamos falando do ídolo, não da pessoa. A criação de um filho quem sabe como dar são os pais. Foi pela educação que tive dos meus pais, inclusive, que pude assistir ao filme de Cazuza quando tinha dezesseis anos (em 2004) e não dei as costas ao cinema com a idéia de que seria famosa usando drogas e
“participando de bacanais”. Talvez a má educação dada pelos pais seja ainda maior em relação aos adolescentes que assistiram ao filme e não tiveram o mínimo de visão crítica quanto ao triste fim do Cazuza-homem: que se drogou, exacerbou-se no sexo sem se preocupar com a preservação da própria vida, brigou milhares de vezes com os pais, tinha enormes
defeitos, contraiu uma doença venérea rara (na época) e, ainda sem responsabilidade, morreu passando os últimos dias com um cigarro entre os lábios.
Quão transviada é essa nossa juventude que não lhes é claro o suficiente os malefícios de uma vida vivida como a de Cazuza e mostrada no filme?
Quão deturpada é a visão de uma psicóloga (ou de qualquer pessoa que perca tempo acusando um filme, um poeta, uma vida… pelos motivos
errados) que não conseguiu enxergar o ídolo por trás do homem? O poeta escondido no garoto sem pudores? O êxtase de se entender as entrelinhas de uma letra aparentemente simples, de olhar para trás e pensar: “não há
mais ídolos como havia antigamente, não há poetas mais com quem podemos concordar”, de entender que bens e males é que constituem
uma vida, e que o show de Cazuza foi muito além da vida cheia de arruaças: foi a poesia, e a forma como aprendemos, através dela, que é preciso viver “porque o tempo não pára”.
E comovente ver Lucinha se defendendo destas acusações, ela que é uma mulher que sofreu tanto, que tenda ajudar as pessoas atravez de um maravilhoso trabalho social, faz isto pelo filho dela que não esta mais aqui, ela que escreveu um livro que serve de ajuda a mães de adolescentes pois, podemos apreender com os erros dos outros e, no livro ela fala de toda anjustia que passou quando descobriu que Cazuza era usuário.
É realmente comovente pois, Lucinha que tem tanto trabalho a fazer, se preocupar com tamanha injustiça, sendo atacada por uma estranha, que não sabe nada sobre sua vida..
Leiam a resposta da mãe de Cazuza abaixo:
Resposta da mãe do Cazuza à psicologa
Tenho recebido vários e-mails com uma mensagem de uma “psicóloga” falando que estão reverenciando o mito errado “Cazuza”. Que ele não deveria ser personagem de livro e filme. Acredito na liberdade de pensamento, mas também gostaria de deixar meu ponto de vista. Antes aproveito para agradecer a todos que enviam mensagem de solidariedade com Cazuza, principalmente por ele não estar aqui e não poder responde-la pessoalmente.
Não acredito em unanimidade e acho que Cazuza jamais esperou por ela, caso contrário não teria sido um criador de polêmicas como foi.
Ele nunca quis ser exemplo e dizia que não queria ser seguido nem por um cachorro (isto pode ser visto em diversar entrevista que ele deu).
Foi sim uma personalidade impar e um criador indiscutível, não fosse isso suas músicas não continuariam tocando nas rádios e sendo regravadas por novas gerações de artistas.
Seu legado além de sua poesia foi de coragem. Assumir-se HIV positivo, nos finais dos anos 80, não foi fácil!
Mas ele resolveu mostrar “sua cara” e enfrentar preconceitos.
Até hoje ouço histórias de pacientes e familiares de pacientes que dizem quanto a atitude de Cazuza os ajudou.
Hoje o nome “Cazuza” também está ligado a uma instituição que sobrevive dos seus direitos autorais e dá assistência pessoas carentes portadoras da Aids (Isto era um desejo dele, a sociedade viva Cazuza foi um pedido dele), o “marginal” se preocupava muito com as pessoas, dono de um enorme coração, queria ajudar todo mundo. Para a “psicóloga” isso é pouco?
Além de apontar um ponto de vista miope e preconceituoso o que tem feito ela de construtivo? Por que não enviar e-mails falando de seu próprio legado?
Me parece um tanto quanto anti-etico uma psicologa, que não acompanhou nossas vidas, julgar a criação que demos à nosso filho, nunca fomos pais omissos, sempre lutamos muito contra as drogas, eram brigas diarias, angustias interminaveis e, com o livro tentei fazer um alerta aos pais de adolescentes sobre as Drogas. Tentei passar um pouco de minhas experiencias, erros e acertos e, sei que errei porém, errei tentando acertar. Gostaria muito de conhecer uma mãe que nunca errou!!! Quando chamaram Cazuza der “um idiota morto”, quebraram-se toda a relação cultural, milenar, de respeito aos mortos em sua incapacidade de se defender. Fosse referente a um ditador, a um tirano, ainda entender-se-ia. Mas, o título se referia a alguém que escreveu versos comos os de “codinome Beija-Flor”
Portanto, defende-se ser aquele texto um direito de opinião, uma vez que viola todos os direitos de defesa ao bater num “idiota morto”?
E não é o caso de gostar ou não de sua arte. Mas, atacar o artista diretamente por sua vida pessoal pregressa.
Vai muito mais além; e considero isso muito grave:
- o texto questiona as condições herméticas e pessoais de um ambiente familiar, como se a autora pudesse ter as condições adequadas para julgar o que aconteceu na família, durante aqueles trinta anos;
- coloca diretamente no banco dos réus todos aqueles que sofrem de adição a todos os tipos de drogas, álcool, fumo, e indiretamente a paixão, trabalho, pânico etc. Como se essas questões não fossem de respeito à saúde. E, como dita psicóloga, deveria ter consciência disso, mas não o tem;
- emparelha a arte a esses seus parâmetros aplicados ao artista e sua família, e interpreta de forma obtusa e literal frases dele como “meus heróis morreram de overdose; meu inimigos estão no poder” (que tem muitos outros significados: os artistas mortos e os corruptos, vivos; os exageros de nossas crenças na ação do outro e, assim, a incapacidade de nossas expectativas se concretizarem; etc);
- agride o público que o admira e canta sua obra, baseada nos mesmos sentimentos preconceituosos como se, por ter sido de um drogado, sua poesia, suas musicas não prestasse;
- condena de forma nazista todos aqueles que, por seus excessos, adquiriram doenças e/ou morreram por elas. Não somente a AIDS, mas igualmente embutidas outras enfermidades que podem levar alguém a se tornar, precocemente, um “idiota morto ou a morrer”: o câncer, a cirrose, a diabetes, a hepatite, a anorexia, a hipertensão e tantas outras consequências de nossas fraquezas, seja por drogas, seja por fumo, seja por álcool, seja até pelo uso excessivo de açúcar, gordura ou sal;
Pelo que sei e sinto, Cazuza é um idolo pois, milhares de pessoas adimiram suas composições, suas musicas e sua voz, que apesar de ter se calado cedo demais, continuará… Nunca foi Idolo porque usou Drogas, bebia, era Bi-sexual ou pegou Aids… Vamos separar as Coisas ( sua obra, seu trabalho X Sua vida pessoal)
Aproveito para lembrar que muitos artistas, posso citar alguns, Hemingway, Van Gogh, Kafka, Salvador Dali, Mozart, Pollock também tiveram uma vida pessoal bastante fora da média.
Será que ela não sabe das experiências de Freud com cocaína? Fico com pena de uma psicóloga que conheça tão pouco da história do pai da psicanálise.
Cada um sabe a dor e a delicia de ser o que é.
Só eu sei a dor que foi enfrentar todos os problemas junto com meu filho (Drogas, bebidas, boemia, preconceito, Aids e muitos outros) contudo, somente eu sei a delicia que foi ser mãe de um Poeta, Romantico, Carinhoso, Amigo, inteligente e acima de tudo, HUMANO… extremamente HUMANO
Lucinha Araújo Mãe de Cazuza e Presidente da Sociedade Viva Cazuza ” Viva Cazuza!!!!
Ela tambem disse em uma entrevista:
Bom, acho muito anti-etico ela julgar a criação que demos a nosso filho pois, ela não acompanho de perto. Não sabe o que tivemos que enfrentar, não sabe das brigas diarias,
nunca fomos omissos, só que conviveu com nossa familia sabe disso. Ela escreve no texto “São esses pais que devemos ter como exemplo?”, no livro escrevi toda a
angustia quando descobri que meu filho era um usuario de drogas, escrevi meus erros e acertos e acho que de certa forma as experiencias relatadas poderam ajudar a outros pais, pelo menos a não cometerem erros semelhantes. Fiz e continuo fazendo minha parte para ajudar a sociedade.
Cazuza não vendia drogas, era usuario, não vivia do dinheiro de trafego
Li em um site de um sociologo e psicologo que escreveu o seguinte a respeito do texto:
Outrossim, qual é a verdadeira definição de droga? Quantas pessoas são viciadas em remédios para emagrecer, trabalho, video-games, compras?
Vc acha que ser esta gente é saudável? E, se vc acha que eles não são saudáveis, deveriam ser condenados? Pois estes somos todos nós, :heróis cotidianos, morrendo e nascendo de overdose, diariamente, na medida do “impossível”.
E a obsessão consumista? Não seria isso uma droga a alimentar os traficantes da vida, dos direitos, das leis, do nosso supoto bem estar?
Não, meu caro . Somos nós, cegos sobreviventes, a perdermos nosso herói
interior, morrendo diariamente da overdose de tanta luta ingrata, frente a um futuro que,
invariavelmente, repetirá o passado. Haja vista que ainda discutimos isso: o óbvio:
Dubai, Ahmadinejad, apagões….
Fala, sério! O brasileiro deve ser, junto aos americanos, o campeão da hipocrisia, da
pieguice e da inversão de valores.
Por que os heróis morrem de overdose? Porque o mundo “normal” é vil e difícil para aqueles que nasceram cheios de vida suportar a morte cotidiana da filosofia….
ESTE É O SENTIDO DA MUSICA!! E DIFICIL ACREDITAR QUE EXISTE AQUELES QUE NÃO ENTENDAM…
Nossos heróis morrem de overdose, e poucos tem a capacidade semântica de entenderem o acerto dessas palavras, porque são vítimas de uma sociedade traficante, pueril, corrupta em todos os sentidos.
Quem é tão perfeito a exigir dos outros exemplos que não segue?
Sabe por que Jesus Cristo morreu aos 33 anos? Morreu de overdose de amor à humanidade.
Só as mães são felizes, e só os “Sarneys” têm vida longa, meu caro.
Não se trata de gostar de cazuza ou não. Trata-se de amar a vida e a si mesmo
entendendo-se passível de erros, frágil como um menino que fica em seu canto, observando as coisas.
Somos frágeis.
E Cazuza, forte como os fracos que somos - como todos os outros que tinham a sua
sensibilidade artística – encarou a sua fragilidade contra ume legião de hipócritas
certinhos que sonegam imposto de renda, que viram suas caras para as “matilhas de
crianças sujas, no meio da rua” (Renato Russo), triste museu à luz do dia, cheio de
novidades que ninguém critica nem escreve e-mail para a divulgação internáutica, então: jovens heróis de si mesmos “just dying of overdose”.
Desculpa-me a revolta, mas a cegueira da falta de vontade humana de olhar
à sua volta me cega.
Assim, acabo sendo “over”.
No entanto, ouvir certas coisas é “dose”!
Antes de terminar preciso muito fazer uma observação: Em sua resposta, Lucinha esta muito certa.. se formos procurar os “idolos corretos” nunca teremos idolos pois, todo mundo tem suas fraquezas, todos cometem erros, deslizam e, simplesmente todos os idolos do mundo tem algum “podre”… É realmente, Freud o pai da psicanalise se viciou em cocaina, então vamos rasgar todos os seus manuscritos, teses, teorias, estudos??
Uma psicologa assim, nem Freud explica!!!
Um estudante de psicologia questionou o seguinte (no site de Cazuza):
“Qual a faculdade que diplomou essa psicologa, se é que é psicologa mesmo ? Porque, eu como estudande de psicologia fiquei perplexo!! Um professor até levou o testo para a sala de exemplo de o que nunca deveremos fazer… julgar, dignosticar,
apontar “dedo na cara das pessoas”, apontar erros e dar as soluções como se fossemos
donos da verdade…
Eu nem sou fã de Cazuza não… não estou aqui por tietagem, só estou aqui porque este
“psicologa” esta envergonhando a classe.
Não sabe escrever, faz um amontoado de pensamentos embaralhados e pior ainda, sendo
psicologa confunde o Cazuza pessoa com o Cazuza artista, que representavam papeis
diferentes e por fim confunde o leitor para conseguir seu intento de formar uma opinião,
mas cai na esparrela do pretencionismo oportunista.
Erra mais ainda que não se identifica com seu numero de inscrição no CRP (que é obrigatório ao se intitular psicologa) e não dá referencias do dito Juiz (de onde ele é ? É
Juiz de que vara, é Federal, é Estadual, é juiz de futebol, basquete, porrinha…), será
que existe esse juiz ?
Encaminhem essa tese ao CRP (Conselho regional de Psicologia), para caçarem o
diploma dela e, enquanto isso, gravem o nome dela para quando precisarem de uma terapeuta não cairem nas mãos dela.
Me desculpem o desabafo, mas meus ouvidos não são penicos, principalmente de pseuda psicologa.
Ela que volte para a faculdade e reaprenda as matérias elementares, para poder analisar uma pessoa, como faz um psicologo e não um filme ou livro como faz um crítico literário ou de filmes.
Por favor não leiam essas porcarias e pior se lerem não propaguem.
É muita asneira junta. Toni - 03/12/2009 - 10:20
São Tomas de Aquino – MG”
No mesmo site encontramos o seguinte:
“Pessoal, lamentável!
Consultei o Conselho Regional de Psicologia e a sra. Karla Christine não consta como
psicologa, dai “não creia em tudo que ouve, porque quem crê em tudo que ouve, julga o que não vê”.
Abraços
Comentário de cristiana milenia — 18 de Janeiro de 2010 @ 16:49
Essa psicologa quer aparecer, acha q e dona da verdade,tenho pena dela!
Cazuza nossa admiraçao e respeito!!
Comentário de Ana Rita Vieira Silva — 10 de Março de 2010 @ 15:29
Admiração e respeito pelo que, cara-pálida?!? Drogado, irresponsável, desafio-opositor, hedonista, epicurista e egocentrico… Me diga quem admira e eu tirei que você é.
Comentário de Paul — 11 de Março de 2010 @ 18:35
é facil falar de uma pessoa q ja se foi.desocupados q falam mal dle.cazuza eu te amo!
Comentário de erica — 11 de Maio de 2010 @ 14:07
Oi Erica, também é fácil falar de quem não foi ainda… Tipo, vc é uma anta.
abs
Comentário de Paul — 17 de Maio de 2010 @ 12:48