SONETO DE SEPARAÇÃO
De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
Vinícius de Morais
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As vezes, não tão de repente
Lento e lerdo, machucando a alma
Da negra inércia advém o alívio
De um fim tardio, agora de repente.
Comentário de Paul — 30 de Abril de 2007 @ 17:51
Vinicius de Morais revela a sua manera peculiar de tratar esse tema.”SEPARAÇÃO” como um sinonimo de sofrimento as belas palavras transmite o pior dos semtimentos,através do trabalho com a linguagem,o uso de recursos poéticos nos apresenta rima em:pranto/espanto;bruma/espuma.è um soneto decassílabo,o poema apresenta 14 versos agrupados em dois quartetos e dois tercetos.
Comentário de wellington-1º período Letras — 12 de Dezembro de 2007 @ 10:45
Sei… Peculiar é a (SIC) “manera” como o Wellington escreve. Talvez até o último período de letras nosso amigo apreenda a pontuar corretamente (ex. como utilizar os “dois-pontos”, que não se separa sujeito e verbo com vírgula, a difícil utilização do ponto, etc ).
Talvez ele até apreenda que só utiliza o “M” antes das letras “P” e “B”. Penso que os seMtimentos de Vinícios de Morais à “profunda” análise de nosso amigo provavelmente oscilariam entre o escárnio e o desespero.
Comentário de Paul — 13 de Dezembro de 2007 @ 12:12
[…] Segue o link para o artigo. […]
Pingback de Neoplace Blog » Analfabetos funcionais da faculdade de letras comentam… — 13 de Dezembro de 2007 @ 17:09
è muito dificil d entender essi sonetoooooo
Comentário de mary — 17 de Abril de 2008 @ 16:21
Não é não, Mary. Basta estudar um pouquinho de português que vc consegue (ou, no mixuguês, cunseeguii)
Comentário de Paul — 17 de Abril de 2008 @ 16:41
se der peço q um de vcs me envie uma análise sober esse poema, e também um sobre Canteiros de Cecília Meireles, ou então, me indiquem um bom site para eu pesquisar…Obrigado
Comentário de André Lamego — 25 de Setembro de 2008 @ 16:57