29 de Abril de 2007

SONETO DE SEPARAÇÃO

Arquivado sob: Catarse, Texto — Paul @ 12:17

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

Vinícius de Morais

7 Comentários »

  1. As vezes, não tão de repente
    Lento e lerdo, machucando a alma
    Da negra inércia advém o alívio
    De um fim tardio, agora de repente.

    Comentário de Paul — 30 de Abril de 2007 @ 17:51

  2. Vinicius de Morais revela a sua manera peculiar de tratar esse tema.”SEPARAÇÃO” como um sinonimo de sofrimento as belas palavras transmite o pior dos semtimentos,através do trabalho com a linguagem,o uso de recursos poéticos nos apresenta rima em:pranto/espanto;bruma/espuma.è um soneto decassílabo,o poema apresenta 14 versos agrupados em dois quartetos e dois tercetos.

    Comentário de wellington-1º período Letras — 12 de Dezembro de 2007 @ 10:45

  3. Sei… Peculiar é a (SIC) “manera” como o Wellington escreve. Talvez até o último período de letras nosso amigo apreenda a pontuar corretamente (ex. como utilizar os “dois-pontos”, que não se separa sujeito e verbo com vírgula, a difícil utilização do ponto, etc ).

    Talvez ele até apreenda que só utiliza o “M” antes das letras “P” e “B”. Penso que os seMtimentos de Vinícios de Morais à “profunda” análise de nosso amigo provavelmente oscilariam entre o escárnio e o desespero.

    Comentário de Paul — 13 de Dezembro de 2007 @ 12:12

  4. […] Segue o link para o artigo. […]

    Pingback de Neoplace Blog » Analfabetos funcionais da faculdade de letras comentam… — 13 de Dezembro de 2007 @ 17:09

  5. è muito dificil d entender essi sonetoooooo

    Comentário de mary — 17 de Abril de 2008 @ 16:21

  6. Não é não, Mary. Basta estudar um pouquinho de português que vc consegue (ou, no mixuguês, cunseeguii)

    Comentário de Paul — 17 de Abril de 2008 @ 16:41

  7. se der peço q um de vcs me envie uma análise sober esse poema, e também um sobre Canteiros de Cecília Meireles, ou então, me indiquem um bom site para eu pesquisar…Obrigado

    Comentário de André Lamego — 25 de Setembro de 2008 @ 16:57

RSS de comentários deste artigo. URI para link desta publicação:

Deixe um comentário

Neoplace Blog | Blog para compartilhamento de notícias e informações da Neoplace