10 de Abril de 2007

Linguagem jurídica traduzida para os “manos”

Arquivado sob: Bobagem, Direito — Paul @ 17:44
Com o objetivo de aproximar o Direito do homem médio, foi lançada a linguagem jurídica traduzida para os manos…
* Princípio da boa-fé, ou lealdade processual - “se vier na crocodilagem,
vai levá pipoco”.
* Princípio da ampla defesa - “aí mano, aqui tem pra trocá”.
* Princípio da oralidade - “dá a letra aí maluco”.
* Princípio do duplo grau de jurisdição - “duas cabeças pensam melhor do que
uma”.
* Princípio da iniciativa das partes - “faz a sua que eu faço a minha”.
* Princípio da inércia jurisdicional - “na boa brother, num posso fazer
nada”.
* Princípio da isonomia - “aqui é todo mundo na humildade”.
* Princípio da insignificância - “grande bosta”.
* Princípio pacta sunt servanda - “quem tem cu pequeno num faz contrato com
pica grande”.
* Princípio da supremacia do interesse público sobre o privado - “nóis é
nóis, e o resto é bosta”.
* Princípio da fungibilidade - “só tem tu, vai tu mesmo”(parte da doutrina e
da jurisprudência entende como sendo “quem não tem cão caça com gato”).
* Princípio da publicidade - “põe na banca aí, maluco”. (doutrina
minoritária, “sem mocá as parada”).
* Princípio da moralidade - “aí, mano, sem patifaria”.
* Princípio da indisponibilidade - “ah! Agora já era”.
* Princípio da formalidade dos atos processuais - “aí, vai reto senão zoa o
bagulho”.
* Princípio da economia processual - “não embaça, doido”.
* Princípio da motivação das decisões judiciais - “vai falando que eu to
ouvindo”.
* Trânsito em julgado das decisões - “vai chorar na cama que é lugar
quente”, ou “ih, já elvis”.
* Litigância de má-fé - “o mal do urubu é pensar que o boi ta morto”.
* Sucumbência - “a casa caiu !!!”
* Legítima defesa - “folgou, levou”.
* Legitima defesa de terceiro - “folgou com o mano leva na oreia”.
* Legítima defesa putativa - “xi, foi mal”.
* Oposição - “sai quicando que o barato é meu”.
* Nomeação à autoria - “vou caguetá todo mundo”.
* Chamamento ao processo - “o maluco ali também tá com culpa no cartório”.
* Assistência - “então brother, é nóis.”
* Direito de apelar em liberdade - “fui!” (parte da doutrina entende como
“só se for agora”).
* Princípio do Juiz Natural - “vô chamar minha mãe”.
* Princípio da pás de nullité sans grief - “cê faz a parada errada e qué
pagá de gatinho?”
* Ilegitimidade de parte - “dá linha na pipa, mano”.
* Representação na ação penal pública condicionada - “adianta o lado aí.”
* Princípio contraditório - “agora é eu”.
* Princípio da ação - “vamo, vamo, vamo.”
* Princípio da persuasão racional do juiz - “eu tô ligado”.
* Revelia, preclusão, perempção, prescrição e decadência - “camarão que
dorme a onda leva”.
* Hono rários advocatícios - “cada um com os seus problemas”.
* Assistência judiciária - “o pouco com Deus é muito, o muito sem Deus é
nada”.
* Co-autoria, e litisconsórcio passivo - “é nóis na fita, mano” ou
“passarinho que voa junto com morcego acorda de ponta cabeça”.
* Autotutela - “vô da uma só, só pra ficar esperto.”
* Reconvenção - “cê é louco, mano. A culpa é sua”.
* Ônus da prova - “palavra de homem num faz curva”.
* Inversão do ônus da prova - “vai que é tua Taffarel”.
* Comoriência - “um pipoco pra dois” ou “dois coelhos com uma paulada só”.
* Jurisdição contenciosa - “é muita treta”, ou ainda “o barato é louco”.
* Falta de ética - “essas coisas enfraquecem a amizade”.
* Sucessão - “o que é seu tá guardado”.
* Crimes contra a Honra - “forgô um caminhão”, ou ainda, “ta tirando a
favela?”.
* Dignidade da pessoa humana - “nóis é pobre mais é limpinho”.
* Coação ao curso do processo - “o cara tocou o foda-se”, ou ainda “o cara
tá pilotando todo mundo”
* Preparo - “então…, deixa uma merrequinha aí.”
* Deserção - “aqui não tem fiado”.
* Recurso adesivo - “eu vou no vácuo”.
* Sigilo profissional - “na miúda, só entre a gente”.
* Crime tentado - “ah, nem deu. Deixa pra próxima”.
* Estelionato - “malandro é malandro, e mané é mané”.
* Falso testemunho - “fala sério…”.
* Inimputabilidade - “o cara é treze”, ou “o cara é mó relógio”.
* Obediência hierárquica - “eu não tenho nada a ver, o tiozinho que mandou
fazer essa parada aqui, ó”
* Contradita - “o cara é café com leite”.
* Reincidência - “porra meu, de novo?”.
* Revisão criminal - “num falei que não fui eu?”.
* Investigação de paternidade - “toma que o filho é teu”.
* Execução de alimentos - “quem não chora não mama”.
* Processo de conhecimento - “vamo ver essa parada certinho”.
* Nunciação de obra nova - “cê tá zuando meu barato aqui, doido”.
* Res nullius - “achado não é roubado”.
* De cujus - “presunto”.
* Posse mansa e pacífica - “na bola de meia”.
* Esbulho - “cheguei chegando e tá tomado”.
* Despejo coercitivo - “sai fincado”.
* Condução coercitiva - “não tem pinote”.
* Usucapião - “tá dominado, tá tudo dominado”.
* Embriaguez voluntária - “não agüenta, bebe leite”.
* Interdito proibitório - “nem vem que não tem”.
* Ato libidinoso - “quem tem dó do cu toma sopa”.
* Felação - “cuspo ou engulo?”.
* Morosidade da justiça - “o barato é louco, mas o processo é lento”.
* Abertura de inventário - “e vai rolar a festa …. vai rolar…”.
* Despachar com o Juiz - “troca idéia com o maluco lá, e vê se ele adianta o
nosso lado”.
* Estupro - “abre a perninha aí diou”
* Substabelecimento - “Aí, passa o BO pra outro maluco”
* Rebus sic stantibus - “O barato virô”.

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