18 de Novembro de 2006

Download of the Day: Multi-Monitor taskbar (Windows)

Arquivado sob: Tecnologia — Paul @ 19:46

from lifehacker

Windows only: Freeware program Multi-Monitor taskbar adds a Windows taskbar to your second monitor so that each monitor’s taskbar contains only the programs that are open on that monitor. I’m not currently running multiple monitors, but I know that it can be a major pain referring to the primary monitor to deal with the windows on the secondary. Multi-Monitor taskbar also adds a move-to-monitor button to your windows, which allows you to quickly send a window to another monitor with one click. It supports up to 3 monitors, is Windows only, and is fantastic freeware. Thanks Tom!

Oscar’s Multi-Monitor taskbar [Media Chance software]

17 de Novembro de 2006

Build your own Google Maps service

Arquivado sob: Projeto, Produto, Tecnologia — Paul @ 09:13

from: lifehacker

google-maps-diy.png

Ever wished you could create your own Google Maps-using web application? Well, this should be a push in the right direction.

Developer Peter Rukavina, creator of the Charlottetown Transit map, has been good enough to include the full source code of his project on his wiki. Rukavina describes his setup using PHP and javascript; he also details setting up the proper MySQL tables.

This should be a good starting point for any programmers or developers out there looking to understand how to plug into Google Maps and get started developing their own service.

16 de Novembro de 2006

A mídia em massa oferece conteúdo – a inteligência coletiva cria novo conteúdo.

Arquivado sob: Texto, Reportagem, Eventos, Tecnologia — Paul @ 17:44

fonte: Wikirus

Yochai Benkler leciona direito de comunicação e informação na Faculdade de Direito de Yale. É autor do livro As Riquezas das Redes: Como a Produção Social Transforma Mercados e Liberdade (sem tradução para o português).

Henry Jenkins é co-diretor de Estudos Comparativos de Mídia, e professor de ciências humanas da Cadeira Peter de Florez. Seu mais recente livro é Cultura de Convergência: Onde a Mídia Antiga e Nova se Cruzam (sem tradução para o português).

Os dois cientistas norte-americanos debatem aqui o tema notícias, informação e a saúde das redes (news, information and the wealth of networks). Portanto, debatem um pouco do que estamos fazendo no Peabirus.

Ou seja: discutem as regras do envolvimento, numa perspectiva que mostram que “estruturas com mais de 150 pessoas sofrem fortes mudanças organizacionais, exigindo maior hierarquização para impedir o caos”. Nestas estruturas muito numerosas, vale a “regra da multidão”, “rule of many”. O fluxo se organiza sem hierarquia, sem organização de cima para baixo, sem editores — baseado na confiança que cada contribuição é positiva.

São Redes Orgânicas capazes de reduzir a barreira econômica à inovação. Apresentam arquitetura mais modular, mais flexível e tornam a computação mais acessível para os empreendedores. Esta inovação coloca no centro o pensamento das pessoas, no eixo da participação democrática.

Benkler e Jenkins debatem o fenômeno aqui numa perspectiva sociológica e histórica. Uma leitura atenta, no entanto, leva a naturais ilações sobre o conjunto de ações que estão correndo no Peabirus com o objetivo de facilitar relações de negócios. Valemo-nos no Peabirus dos mesmos fatores que gerarm o movimento analisado pelos dois cientistas. A diferença no nosso caso é que o processo é regido por um modelo de governança e de negócios definido de forma compartilhada e claro para todos.

Vamos então para a segunda das três mesas redondas que abordam o tema Os jornais sobreviverão?.

Após as apresentações feitas por David Thornburn and William Uricchio (ambos do MIT), os dois oradores abordaram as questões de mídia, mudança da sociedade, e os perigos do statu quo. As anotações abaixo são apenas a minha tentativa de capturar o espírito da discussão, e não são citações diretas dos participantes. Os podcast e vidcast do evento estarão oportunamente disponíveis no endereço [1].

Benkler iniciou a conversa lembrando do crescimento do negócio do jornal em meados do século 19, e como a criação de um setor de mídia de capital intensivo abriu uma brecha entre os produtores profissionais (comerciais) e os consumidores passivos. Ele então pulou para os dias atuais, destacando que a disponibilidade do processamento de dados – e sua distribuição – mudaram o status quo.

Ele ilustrou este último ponto mostrando a capacidade de processamento de vários super-computadores, para então compará-los ao poder de processamento conjunto oferecido pelo projeto SETI@home. Para ele, este fato ilustra a radical descentralização da capitalização e o poder dos recursos conjuntos, em inglês pooled peer resources. Estes mesmos fatores também estão permitindo que as pessoas participem ativamente do processo de criar comunicação através da computação.

Isto levou à produção comum, no sentido de produção conjunta, que não possui limites nas contribuições, nos resultados, ou nos indivíduos – tudo isto sem a interferência da mídia comercial. Os indivíduos agora possuem a capacidade e a autoridade de agir.

Outro resultado deste processo é a produção entre pares – que é uma cooperação em larga escala, praticamente sem gerenciamento. Alguns dos exemples que ele apresentou incluiram os softwares livres (em especial Sourceforge.com), os Mars Clickworkers e a Wikipedia.

A mídia tradicional reconhece a ameaça e a realidade apresentada pela produção conjunta, e busca avidamente conteúdo novo baseado em produção social. A mídia tradicional sabe que a produção social é um fato, não apenas uma moda; sabe também que pode ser mais eficiente na produção de informações que os modelos existentes; sabe, finalmente, que a produção social é uma ameaça. Esta é a realidade econômica da riqueza das redes.

Blenker voltou então suas atenções às questões políticas que cercam o tema.

A forma que produzimos informações e decidimos o que produzir são escolhas críticas. Como exemplo, ele citou as eleições de 2000 nos EUA, e suas conseqüências.

Para assegurar que as questões surgidas em 2000 não voltassem a ocorrer, em 2002 houve um movimento – especialmente na Califórnia – para adesão ao voto eletrônico. Estes eram sistemas proprietários e todos foram assegurados pelo fabricante (Diebold), “confiem em nós”. Bem, nem todos confiaram, e alguém conseguiu acesso ao código fonte dessas máquinas. Esta pessoa postou o código e links para as ferramentas que podiam acessar e analisar este código. Pessoas ao redor do mundo contribuiram e acharam questões mal resolvidas. A história chegou à revista Wired; de acordo com Benkler, a Wired não entendeu a mensagem (que havia problemas no código fonte) e voltou as suas atenções ao fato do software da Diebold ter vazado. A Diebold endureceu e tentou impedir que a matéria fosse publicada. Mas já era tarde demais. Estudantes da Universidade de Swathmore começaram a analisar o software e postar o que encontravam. A Diebold endureceu novamente, e as informações foram removidas. Mas agora já era tarde demais, mesmo. As informações já haviam se espalhado pela internet. Mais tarde, os problemas das urnas eletrônicas da Diebold chegaram até os tribunais da Califórnia, e muitas delas perderam sua certificação com base nos problemas levantados pelo esforço conjunto realizado ao redor do mundo.

A opção de questionar um software fechado e proprietário, a decisão de utilizar uma produção conjunta para análise do software, e, finalmente, a cassação dos certificados das urnas eletrônicas ilustram a capacidade política do poder da rede.

Também destacam a importância de criar uma cultura mais crítica, que deseja conectar-se, apontar e ver por si mesma.

Esta recapitulação não capta toda a extensão dos comentários feitos por Benkler, mas, espero, permite que tenhamos uma idéia de como ele vê as coisas e da importância crítica da produção social. Seu livro está disponível no seguinte endereço: [2].

Henry Jenkins então falou sobre a convergência da cultura de fãs e da mídia em massa, e de como estes dois estão levando a uma mídia social.

O primeiro exemplo que mostrou foi uma foto de alguém vestido de stormtrooper de Guerra nas Estrelas, comprando brinquedos de Guerra nas Estrelas. A foto foi feita com uma câmera de celular pelos amigos do camarada fantasiado e postada no Flickr. A mídia achou a foto e a reproduziu em dezenas de jornais em todo o país. Este tipo de coisa assusta os produtores da mídia tradicional, porque eles não têm controle do conteúdo ou do contexto. Jenkins acha que a Lucas Arts provavelmente não se incomodou com o incidente, mas a questão não é esta.

O nosso próximo exemplo vem de burtisevil.com, e mostra uma imagem do Beto, de Vila Sésamo, junto a Osama bin Laden. Jenkins mostrou então uma foto de um poster com imagens de bin Laden que estava sendo usado em um protesto no Afeganistão. Uma das imagens incluia o Beto. A PBS, rede pública de televisão americana que detém os direitos de Vila Sésamo, não ficou lisonjeada, e gostaria de processar alguém.

Ambos são exemplos da interação entre a mídia chamada top-down (de cima para baixo) e a bottom-up (de baixo para cima). O conteúdo vem de cima, é reinterpretado e redistribuído de baixo. Incidentes como os exemplos acima agitam ambos os mundos. Um é tomado de uma súbita sensação de falta de poder, e o outro pela sensação de aparente poder. Também está criando verdadeiros desafios para advogados de propriedade intelectual e define a noção de cultura de convergência.

Não é baseada em tecnologia, mas sim em um processo cultural desencadeado pela tecnologia. A convergência cultural já chegou. Histórias e conteúdo agora são distribuídas através do máximo de plataformas e mídia, de forma legal ou ilegal, de cima para baixo e de baixo para cima. É um processo trans-mídia, participatório e experimental.

Exige e se utiliza da inteligência coletiva (aquilo que Jenkins chama de ad-hocracia), à medida que mais e mais pessoas compartilham e combinam informações. Esta inteligência coletiva permite também que as informações sejam processadas com mais rapidez. Um número cada vez maior de pessoas participa e contribui com esta crescente ad-hocracia:

57% dos adolescentes são produtores de mídia 33% compartilham com outros aquilo que produzem 22% possuem suas próprias homepages 19% possuem blogs 19% fazem uma remixagem do conteúdo (de Pew)

A mídia em massa oferece conteúdo – a inteligência coletiva cria novo conteúdo.

E como isto tudo afeta as notícias?

As pessoas estão aprendendo a fazer uma mídia cívica. A cultura dos fãs aprendeu a criar e manipular o conteúdo, por divertimento. Estas habilidades estão sendo aplicadas em outras áreas, criando novas fontes de informação, comentário e ativismo. A título de exemplo, Jenkins mostrou imagens dos atentados terroristas no metrô londrino, feitas por pessoas a bordo do metrô, e imagens do Presidente Bush em Nova Orleans, alteradas com a ajuda do Photoshop. Também mostrou exemplos de agregação e análise de conteúdo, utilizando fotos e legendas do furacão Katrina.

Esta combinação de informação e entretenimento está se tornando uma força, moldando conversas sérias, que agora aparecem em toda extensão da cultura de convergência. Seus comentários levaram a vários vídeos que ilustram seu ponto de vista e também as questões maiores da evolução da cultura de convergência baseada em redes e em produção conjunta. Após os vídeos, houve uma sessão de perguntas e respostas.

ler o debate na integra

Helio lança celular com serviço de localização

Arquivado sob: Notícia, Tecnologia — Paul @ 17:38

da Folha Online
com Reuters, em Nova York

A Helio (www.helio.com), uma divisão da EarthLink e da SK Telecom, fechou acordo com o Google e a Samsung Eletronics para entregar um novo aparelho celular com ferramentas de localização, como serviços que orientam direções a motoristas e fornece a localização de amigos nas proximidades, por exemplo.

A operadora de celular Helio afirmou que seus clientes poderão encontrar sua localização e verificar as condições de tráfego em endereços específicos usando os mapas do Google e a tecnologia de posicionamento por satélite de celulares “Drift”, da Samsung.

O aparelho, vendido por US$ 255, também fornece aos usuários a opção de checar a localização de amigos que estiverem nas proximidades, ou fornecer ao celulares de amigos a sua própria localização.

As operadoras de celulares dos Estados Unidos, por lei, são obrigadas a vender aparelhos com uma tecnologia permitindo que funcionários públicos de segurança, como policiais, localizem chamadas em uma emergência.

Como seus maiores rivais, a Helio, focada em serviços para uma clientela jovem, está procurando formas de usar comercialmente suas ferramentas para ganhar novos clientes e alavancar as vendas de celulares, na medida em que o preço das ligações estão em queda.

A unidade Boost Mobile, da Sprint Nextel, outra concorrente de celulares focada em vendas para um público jovem, também planeja anunciar, semana que vem, detalhes de seu próprio serviço localizador.

O celular da Samsung é o terceiro modelo alinhado com a Helio, em seis meses. O chefe-executivo da Helio, Sky Dayton, afirmou que a empresa ficou satisfeita com os indicadores do serviço mas se recusou a fornecer números. “Ficamos encorajados com os resultados iniciais”, declarou.

A Dayton afirma que, a média de faturamento mensal da Helio, por cliente, gira em torno de US$ 100, e que o faturamento de serviços de dados, como envio de fotografia e de mensagens de texto, está bem acima de seus rivais, com US$ 25 (por cliente) mensais.

A Helio e seus rivais apostam em serviços de transferencia de dados para aumentar as vendas, em queda, dos celulares.

[bobagens] Silvio Santos e o inesperado

Arquivado sob: Bobagem — Paul @ 16:47

Esta é ótima…

13 de Novembro de 2006

Sun torna gratuitos softwares Java

Arquivado sob: Notícia, Tecnologia — Paul @ 17:44

fonte: Reuters

A Sun Microsystems anunciou hoje que tornará gratuitos softwares Java para a comunidade de software livre. A empresa informou que apesar de continuar vendendo e oferecendo suporte a versões padronizadas da linguagem de programação, tornou vários componentes do Java disponíveis para download gratuito e que vai oferecer o restante em 2007, para aproveitar a crescente demanda por software de código aberto.

A linguagem permite que os programadores criem um único conjunto de códigos para programas que podem funcionar em uma série de diferentes computadores e sistemas operacionais.

Isso torna possível para um programador Web desenvolver um único software que pode ser utilizado em computadores que executam sistemas operacionais Windows, Mac ou outros.

Além disso, a Sun tem uma versão do Java que funciona em dispositivos eletrônicos portáteis como celulares. Esse produto também está sendo disponibilizado gratuitamente.

Até agora, a Sun tinha tornado o Java disponível apenas para clientes pagantes que compram direitos de uso e também suporte técnico para a linguagem.

No ano passado, a Sun tornou seu sistema operacional Solaris disponível para a comunidade de software livre como uma alternativa ao Linux.

11 de Novembro de 2006

Plurais

Arquivado sob: Bobagem — Paul @ 12:13

     1 advogado  = um doutor
     2 advogados = um escritório
     3 advogados = uma reunião
     4 advogados = uma quadrilha
       ———————————
     1 arquiteto  = uma bicha
     2 arquitetos = uma bicha e um carnavalesco
     3 arquitetos = uma bicha, um carnavalesco e um cabeleireiro
     4 arquitetos = uma festa gay
       ———————————
    1 carioca  = 1 surfista
    2 cariocas = 2 surfistas
    3 cariocas = 1 boca de fumo
    4 cariocas = um arrastão
       ———————————
    1 gaúcho  = um cabra macho, tchê !
    2 gaúchos = uma briga de faca
    3 gaúchos = um rodeio
    4 gaúchos = uma parada gay
       ———————————
     1 baiano  = um escritor famoso
     2 baianos = uma luta de capoeira
     3 baianos = um grupo de axé
     4 baianos = um terreiro de macumba
       ———————————
     1 paulista  = uma micro- indústria
     2 paulistas = uma indústria de médio porte
     3 paulistas = uma indústria de grande porte
     4 paulistas = uma catástrofe ecológica
       ———————————
     1 paraíba  = um porteiro
     2 paraíbas = repentistas tirando versos
     3 paraíbas = um canteiro de obras
     4 paraíbas = um caminhão de pau-de-arara indo para São Paulo
       ——————————–
    1 chinês   = uma lavanderia
    2 chineses = uma pastelaria
    3 chineses = uma equipe de pingue-pongue
    4 chineses = uma explosão demográfica
       ———————————
     1 italiano = um jornaleiro
     2 italianos = uma pizzaria
     3 italianos = um ensaio de ópera
     4 italianos = novela das oito
       ———————————
     1 português   = uma piada
     2 portugueses = duas piadas
     3 portugueses = três piadas
     4 portugueses = quatro piadas
       ———————————
     1 argentino  = um alvo móvel
     2 argentinos = dois alvos móveis
     3 argentinos = melhor usar uma metralhadora
     4 argentinos = time do Corinthians
        ———————————
     1 bêbado  = um desajustado
     2 bêbados = uma despedida de solteiro
     3 bêbados = uma festa de formatura
     4 bêbados = uma vitória da seleção
       ———————————
     1 estudante  = o futuro da União
     2 estudantes = uma república em formação
     3 estudantes = uma passeata
     4 estudantes = um bando de desempregados
       ————————————
     1 petista  = idealista
     2 petistas = dois camaradas
     3 petistas = bando de terroristas
     4 petistas = turma do mensalão
 

9 de Novembro de 2006

A matemática do sexo

Arquivado sob: Bobagem — Paul @ 11:08

mathSex - mathSex

7 de Novembro de 2006

Projeto pretende controlar livre acesso à Internet

Arquivado sob: Notícia, Direito & T.I., Tecnologia — Paul @ 10:00

A votação da “Lei de Crimes de Informática” no senado reacende a discussão sobre a tutela jurisdicional no meio digital, e novamente demonstra a total incompetência legislativa para tratar do tema.

 

Embora existam pontos positivos na iniciativa, como a criação de tipos penais específicos para os crimes cometidos pela internet que até então se perdiam no princípio do “Nullum crime, nulla poena sine praevia lege *” – o legislador desconsidera pelo menos três dos fatores básicos fundamentais para qualquer arquitetura funcional no meio digital. A saber: Emergência, Neutralidade Tecnológica e Inclusão Digital.

O fato é que se tenta “resolver” o problema de um sistema descentralizado e “botton-up” com uma alternativa “top-down” de normalização bur(r)ocrática,  centrista, equivocada e ineficiente. “Combater” a tecnologia com burocracia é tão estúpido quanto “matar a vaca para combater o carrapato”.  As vacas morrem e os aracnídeos sobrevivem na grama e procuram outros hospedeiros. (perdoem-me pela analogia… Não pensei em nada melhor)

 

Pior. O “sistema de identificação de usuários em território nacional” previsto é, no mínimo, um “tiro no próprio pé”. Além de não impedir qualquer ilícito - (pois os acessos e hospedagens podem ser feitas do exterior, onde não há tal exigência – e de os crackers “profissionais” já utilizarem sistemas de redirecionamento e de IP anônimo) – partem do pressuposto que o acesso à internet corresponde ao ato ilícito. Desta forma criar-se-á uma burocracia desnecessária aos provedores e usuários, dificultar-se-á o acesso ao meio virtual (promovendo a exclusão digital) e empregos e investimentos serão repassados para provedores externos, onde não existem tais exigências (pois bem sabemos que as fronteiras geográficas não correspondem às fronteiras digitais).

 

Ainda, abre-se uma brecha à utilização de tais dados em desproveito dos usuários, seja por possibilitar a violação arbitrária de direitos civis, seja pela possibilidade de que pessoas mal intencionadas acessem tais informações ilicitamente. É importante salientar que atualmente os dados de usuários já são registrados nos provedores de acesso, bastando que uma melhor fiscalização seja feita nos espaços públicos de acesso (lan-houses, cyber-cafés, etc) para facilitar dados de origem e autoria num determinado crime cometido pela internet.

 

Pretender que nossa estrutura judiciária, em suas limitações e problemas, venha a dar conta de proteger o indivíduo no meio digital é mera filosofia. Mesmo que o sistema legal não fosse tão lento, sobrecarregado e pouco aparelhado, as soluções do meio digital devem ser resolvidos pelo próprio meio. Algumas vezes pela auto-regulamentação, outras por ferramentas inteligentes de monitoramento e controle. Mas sempre de forma emergente e dinâmica. Do contrário teremos regulamentos inócuos, desatualizados e potencialmente danosos.

 

Pelo posto, fica evidente que há um erro de enfoque do legislador. A discussão deveria ser a Implementação e a Delegação do Poder de Polícia para Sistemas de Inteligência Artificial e Sistemas Especialistas (vide artigo). Mas por óbvio, isto está aquém da percepção de um governo que prioriza a ideologia em detrimento da técnica.

 

Emergência: um comportamento emergente ou propriedade emergente pode aparecer quando uma quantia de agentes simples opera em um ambiente, formando comportamentos complexos no coletivo. A propriedade em si é comumente imprevisível e imprescendente, e representa um novo nível de evolução dos sistemas. O comportamento complexo ou as propriedades não são a propriedade de nenhuma entidade em particular, e eles também não podem ser previstos ou deduzidos dos comportamentos das entidades em nível baixo. O formato e o comportamento dos rebanhos de pássaros é um bom exemplo de um comportamento emergente, bem como o comportamento humano na Internet, num fenômeno classificado por TailHard Chadin de Noosfera, ou cérebro coletivo.

Neutralidade Tecnológica: A neutralidade tecnológica é um dos princípios norteadores em qualquer regulamentação no meio digital, - incorporado aos modelos de regulamentação propostos pela UNCITRAL – (vd: http://www.cic.unb.br/docentes/pedro/trabs/laws.htm ) - cuja principal finalidade é manter os conceitos separados da técnica, em qualquer regulamentação, afim de manter-se a norma atualizada, independentemente da evolução tecnológica. A lei deve ultrapassar os conceitos tecnológicos atuais, mantendo-se fiel à matéria em si e não à forma como ela é aplicada

Inclusão Digital: Dentre inúmeras outras designações, podemos conceituar inclusão digital como o livre acesso dos cidadãos a esse novo mundo digital, criado pela disseminação da internet, e da comunicação a distância em geral. Livre acesso dos cidadãos a computadores, telefones celulares, e toda gama de tecnologia que rege a vida das pessoas. Essa inclusão digital só poderá ocorrer se vier acompanhada da inclusão social.

“Nullum crime, nulla poena sine praevia lege”. De fato, não há crime sem lei anterior que o defina, nem há pena sem prévia cominação legal. A legalidade e anterioridade do Princípio da Reserva Legal estão resguardadas emnosso direito no Art, 5º., XXXIX da CF, e no art. 1º do C.P.

Paulino R. e Silva


Fonte:  terra notícias

Redação Terra

Às vésperas da votação na Comissão de Constituição de Justiça do  Senado, o substitutivo do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) para três projetos de lei que tramitam em conjunto pelo Congresso Nacional, que trata da regulamentação e repressão aos crimes de informática no Brasil, pode provocar uma mudança drástica na forma como se dá hoje o acesso à Internet no Brasil.

O ponto mais polêmico é a identificação dos internautas que naveguem por serviços brasileiros em que haja interatividade, ou seja, tenham a participação do usuário. Estão nesse leque as salas de bate-papo, envio de mensagens eletrônicas e textos para blogs. O projeto também obriga a identificação de quem faz a captura de dados, como músicas e imagens. O texto, conhecido por “Lei de Crimes de Informática”, deve ser votado na próxima quarta-feira, 8 de novembro, em Brasília. Se passar, será votado no plenário do  Senado e em seguida é enviado à Câmara, também para votação.

Para António Tavares, presidente da Abranet (Associação Brasileira de Provedores de Acesso, Serviços e Informações da Rede Internet), caso aprovadas da forma que estão, as  exigências podem levar os provedores a oferecer seus serviços no exterior, onde tais obrigações inexistem. Segundo ele, isso acarretaria perda de empregos diretos e indiretos, além de diminuição de investimentos no setor.

“A junção de vários projetos em um só é um trabalho insano e os resultados podem ficar longe do esperado. Estão querendo reinventar a roda e assim colocar todo um sistema em risco”, diz.

Tavares afirma que a Abranet defende a auto-regulação e participação da sociedade e dos usuários, a exemplo do que há muitos anos se consolida práticas internacionais.

Aos provedores de acesso caberia impedir o acesso anônimo do usuário à rede e o armazenamento de dados de conexões, como horários de entrada e saída, além do tempo de permanência na redes. Esses dados teriam de ser guardados por três anos. O projeto prevê que os provedores passem a ser responsáveis pela veracidade das informações prestadas pelo usuários, sob pena de responder judicialmente por possíveis incorreções. A pena para o acesso sem identificação prévia seria de dois a quatro anos de reclusão. Nesse caso, o infrator ficaria detido até o juiz estabelecer uma fiança.

O presidente da entidade avalia que exigir co-responsabilidade dos provedores na veracidade das informações prestadas é exagerado. “Querem passar para os provedores uma responsabilidade que não é deles” diz.

De acordo com o senador Azeredo, relator do projeto, inicialmente, a manutenção dos dados aconteceria por dez anos. Em sucessivos acordos, o prazo baixou para cinco eagora três anos.

“Essa é uma situação que foi colocada para nós e vamos estudar para minimizar qualquer impacto negativo para as empresas nacionais. Hoje, qualquer pessoa pode enviar uma mensagem, por exemplo, com uso de identidade falsa. Issonão interessa a nenhuma pessoa de bem”, diz Azeredo.

Além de senha, nome do usuário e número do IP (Protocolo Internet), que identifica o computador, como acontece hoje, o provedor teria de arquivar também informações do internauta como nome e endereço completo, data de nascimento, número do CPF, carteira de identidade e telefone. Para a segurança desses dados, os provedores terão de cruzar os dados, por exemplo, com o Cadastro Nacional de Pessoas Físicas e Jurídicas.

Crimes

A lista de condutas que passam a ser criminalizadas inclui dano por difusão de vírus digital, falsificação de cartão de crédito ou débito, furto qualificado por uso de informática, furto de senhas, fraude de informações, obtenção indevida de informação na rede e pishing - difusão maliciosa de código com a intenção de obter dados pessoais dos usuários, como senhas bancárias. A prática mais comum é o envio de e-mails não solicitados, apontando o link para um serviço falso, onde senhas são capturadas. As penas que estão sendo discutidas variam entra três e dez anos de detenção.

Para Demi Getschko, conselheiro do Comitê Gestor de Internet, uma nova legislação específica para a Internet se faz desnecessária. “A Internet é muito dinâmica e essas leis podem se tornar obsoletas rapidamente. Em apenas algumas situações novas, como a difusão de vírus, por exemplo, a tipificação se justifica. Para outros tipos de crime, deve ser utilizada a legislação vigente.”

Segundo ele, o projeto é exagerado, por exemplo, a obrigar as pessoas a se identificarem em canais interativos. “Uma pessoa que vá ao correio colocar uma carta, ou mesmo usa um telefone público não necessita fazer isso. Mas na Internet seria obrigado. Há muito exagero nesse sentido“, diz.

Na última semana, as entidades enviaram ao senador um documento que revela a inquietação do setor com a possibilidade das novas medidas serem colocadas em vigor. O documento alerta para o comprometimento da inclusão digital no Brasil e a
migração de prestadores de serviço, como os provedores, para fora do território nacional. Isso traria uma dificuldade ainda maior para a busca - por parte das autoridades brasileiras - dos criminosos na rede.

Impacto

O relator do projeto admite que é possível que haja algum impacto entre os provedores para se adaptarem à lei em um primeiro momento, caso ela venha a ser aprovada. “Mas isso seria apenas em um primeiro momento, como acontece com qualquer mudança. A partir daí, todos seriam beneficiados”, diz.

Segundo os provedores de rede de acesso e entidades relacionadas, a aprovação do substitutivo não alcançará a finalidade a que se propõe, que é evitar o abuso e a violação do direito de terceiros. Entram aí crimes contra os direitos humanos, como racismo, a pedofilia, e crimes contra o patrimônio.

A principal alegação dos que defendem o anonimato na rede recai para outros perigos que o cadastramento dos usuários pode trazer. Isso porque os bancos de dados com informações de cunho pessoal podem ficar expostos a uma possível devassa judicial, além do risco de extravio para fins ilegais.

As obrigações excessivas impostas pelo projeto, apontam as entidades provedoras, vai custar mais para as empresas e os usuários podem ter de pagar mais pelos serviços.

6 de Novembro de 2006

Serenata nupcial

Arquivado sob: Texto, Família — Paul @ 11:43
                                                                               From: Carlos A. Ramina e Silva
                                                        Curitiba-PR

Noite alta, sombrosa e fria, e mesmo assim,
desponta, em meio às beladonas do jardim,
saudado pelos flexeis galhos ao açoite
do vento, o mesmo vulto, como da outra noite.

O amante a espera, silencioso, no relvado,
a quem se entrega, sem palavras nem sorriso,
naturalmente nus, como no Paraíso,
Adão e Eva foram, antes do pecado.

Assim termina, sem calor nem despedida,
a estranha cena, pois no início e na partida
não há suspiros, nem meiguices, nem querelas.

E ao retirar-se vai deixando, de si mesma,
prateado, alvo rastro, refletindo estrelas,
serena, lenta e triste a incompreendida lesma.

* * * 
Carlos Alberto Ramina e Silva tem como autores preferidos Oscar Wilde, Hemingway e Allan Poe. Admira Krishnamurti, e uma das frases desse pensador é das suas preferidas: “Nós, os relativos, não podemos definir o absoluto, que é Deus. Não podemos dizer sequer que Deus é bom ou é mau, mas, simplesmente, que Deus é.”

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