17 de Abril de 2006

Empresa mostra localizador de crianças via GPS

Arquivado sob: Notícia — Paul @ 13:24

Magnet - Sexta, 6 de janeiro de 2006, 09h28

A empresa Hop-on apresenta na CES um dispositivo que permite aos pais saberem a localização exata de seus filhos através de GPS. Chamado Chitter Chatter, o dispositivo assemelha-se a um relógio de pulso e também funciona como telefone celular.

Com teclas simples e ilustradas, o aparelho pode ser utilizado por crianças pois num único clique elas podem enviar um SMS para seus pais dizendo sua localização. E se as crianças não o fizerem, não há problema: basta que os pais enviem uma mensagem de texto ao aparelho para que sua localização seja enviada. Depois, é só consultar a Internet para ver onde está a molecada.

Se preferirem, os filhos poderão fazer ligações utilizando as teclas mamãe, papai ou casa. Segundo a fabricante, até sete números podem ser configurados no aparelho.

O dispositivo parece um relógio de pulso, mas também funciona como celular

Google lança agenda online gratuita

Arquivado sob: Notícia — Paul @ 12:30

O Google lançou, nesta quinta-feira, um serviço gratuito de agenda na Web para consumidores que desejem registrar compromissos e compartilhá-los com outros usuários, aumentando a competição com rivais como o Yahoo e a Microsoft. O Google Calendar, disponível em calendar.google.com, oferece diversos recursos que tornam tão fácil usar o serviço online quanto os programas desse gênero instalados em computadores, a exemplo do Outlook, permitindo que os usuários “cliquem e arrastem” anotações de uma agenda para outra.
O novo serviço aproveita truques inteligentes de programação na Web e emprega as linguagens Javascript e XML, bem como o RSS. Mas o maior avanço talvez seja o uso de uma tecnologia conhecida como “linguagem natural de processamento”, que simplifica o registro de anotações. O recurso permite que usuários digitem comandos simples como “sair do trabalho hoje às 17h” ou “drinques com Elinor na quinta-feira”, que o sistema é capaz de interpretar e inserir automaticamente na agenda. As anotações podem ser pessoais, compartilhadas com amigos ou abertas a todos os usuários da Web, disse o gerente de produto do Google Calendar.
“O Google Calendar toma todos os eventos de minha vida e os conserva em um único lugar”, disse Carl Sjogreen, em entrevista por telefone. “Permitimos que o usuário crie múltiplas agendas e as compartilhe com outras pessoas, e vincule as agendas na Web à agenda de sua máquina”, disse o gerente de produto do Google.
Os usuários do serviço gratuito de e-mail do Google, o Gmail, provavelmente considerarão o Google Calendar especialmente útil. O software do Google vasculha o Gmail e reconhece menção a eventos, e oferece ao usuário a oportunidade de acrescentar as datas à sua agenda. Detalhes sobre a agenda online, alvo de boatos há muito tempo, acompanhada de imagens do programa e guias de instruções, acabaram vazando em fevereiro entre os entusiastas da tecnologia no Silicon Valley.
O serviço de agenda é um desafio direto ao Yahoo Calendar, líder entre os serviços online de agenda nos Estados Unidos, introduzido em 1998 e pouco alterado nos últimos anos. Mas o Google disse que planeja “ser bonzinho” e permitir que os usuários vinculem o Yahoo Calendar ao Google Calendar.

13 de Abril de 2006

Pascoa

Arquivado sob: Bobagem — Paul @ 13:10

Páscoa

Macacos com hiperatividade induzida

Arquivado sob: Texto — Paul @ 11:20

Alguns ciêntistas fizeram alguns testes interessantes com macacos, com a finalidade de induzir um comportamento obsessivo de hiperatividade. Para isto, bloquearam a passagem de dopamina no cerebro de alguns chipanzés. A dopamina é responsável pela noção temporal, e sua associação e percepção de recompensa.

É importante ressaltar que o comportamento dos humanos e dos símios é bem similar em alguns pontos. Por exemplo, quanto maior a proximidade temporal de recompensa, maior o estimulo à liberação de dopamina. Daí a grande tendência de todas as pessoas em deixar as coisas para “ultima hora”.

Bem, com o desnível de dopamina os macacos perderam a noção do tempo, ficando em constante perspectiva de recompensa. Tinham a impressao que a recompensa pelo trabalho deles iria chegar a qualquer momento, e tornaram-se workholics. Macacos anteriormente preguiçosos passaram a trabalhar 18 a 20 horas por dia. Um quadro típico de hiperatividade com hiperconcentração.

O fato é que os desníveis de dopamina podem levar a quadros inversos, em que a noção de recompensa perde-se em um tempo infinito, e a punição pelos atrasos em compromissos regulados pelo tempo tornam-se eminentes, mesmo que o compromisso esteja em um lapso temporal distante. Daih a ansiedade, a pressa e a angustia.

Sendo que a DDA bloqueia a noção espaço/tempo do indivíduo, pautamentos externos devem ser utilizados. Um PDA (ou relógio alarme), por exemplo, avisando a hora que vc deve sair de casa é uma boa solução. Não agendas, mas sim alarmes. Agendas e anotações exigem constante atenção nelas, o que pode levar a um estado de angústia. Pelo menos em casos mais profundos.

12 de Abril de 2006

MUNDO VIRTUAL…

Arquivado sob: Catarse, Texto — Paul @ 10:50

Recebi de uma amiga… Achei que valia a pena postar.

Mundo virtual

Entrei apressado e com muita fome no restaurante. Escolhi uma mesa bem afastada do movimento, pois queria aproveitar os poucos minutos que dispunha naquele dia atribulado, para comer e consertar alguns bugs de programação de um sistema que estava desenvolvendo, além de planejar minha viagem de férias que a tempos não sei o que são.

Pedi um filé de salmão com alcaparras na manteiga, uma salada e um suco de laranja, afinal de contas fome é fome, mas regime é regime né?
Abri meu notebook e levei um susto com aquela voz baixinha atrás de mim:
-Tio, dá um trocado?
-Não tenho, menino.
-Só uma moedinha para comprar um pão.
-Esta bem, compro um para você.

Para variar, minha caixa de entrada esta lotada de e-mails. Fico distraído vendo poesias, as formatações lindas, dando risadas com as piadas malucas.
Ah! Essa música me leva a Londres e a boas lembranças de tempos idos.
-Tio, pede para colocar margarina e queijo também.
Percebo que o menino tinha ficado ali.
-Ok. Vou pedir, mas depois me deixe trabalhar, estou muito ocupado, ta?
Chega a minha refeição e junto com ela meu constrangimento. Faço o pedido do menino, e o garçom me pergunta se quero que mande o garoto ir embora. Meus resquícios de consciência, me impedem de dizer. Digo que esta tudo bem. Deixe-o ficar. Que traga o pão e, mais uma refeição descente para ele.
Então ele sentou á minha frente e perguntou:
-Tio o que está fazendo?
-Estou lendo uns e-mails.
-O que são e-mails?
-São mensagens eletrônicas mandadas por pessoas via Internet (sabia que ele não ia entender nada, mas, a título de livrar-me de maiores questionários disse):
-É como se fosse uma carta, só que via Internet.
-Tio você tem Internet?
-Tenho sim, essencial ao mundo de hoje.
-O que é Internet ?
-É um local no computador, onde podemos ver e ouvir muitas coisas, notícias, músicas, conhecer pessoas, ler, escrever, sonhar, trabalhar, aprender. Tem de tudo no mundo virtual.
-E o que é virtual?

Resolvo dar uma explicação simplificada, novamente na certeza que ele pouco vai entender e vai me liberar para comer minha refeição, sem culpas.
-Virtual é um local que imaginamos, algo que não podemos pegar,tocar. É lá que criamos um monte de coisas que gostaríamos de fazer. Criamos nossas fantasias, transformamos o mundo em quase como queríamos que fosse.
-Legal isso. Gostei!
-Mocinho, você entendeu que é virtual?
-Sim, também vivo neste mundo virtual.
-Você tem computador?
-Não, mas meu mundo também é desse jeito… Virtual. Minha mãe fica todo dia fora, só chega muito tarde, quase não a vejo, eu fico cuidando do meu irmão pequeno que vive chorando de fome e eu dou água para ele pensar que é sopa, minha irmã mais velha sai todo dia, diz que vai vender o corpo, mas não entendo, pois ela sempre volta com o corpo, meu pai está na cadeia há muito tempo, mas sempre imagino nossa família toda junta em casa, muita comida, muitos brinquedos, de natal e eu indo ao colégio para virar medico um dia. Isso é virtual não é tio?

Fechei meu notebook, não antes que as lágrimas caíssem sobre o teclado.
Esperei que o menino terminasse de literalmente “devorar” o prato dele, paguei a conta, e dei o troco para o garoto, que me retribuiu com um dos mais belos e sinceros sorrisos que já recebi na vida e com um

“Brigado tio você é legal!”.

Ali, naquela instante, tive a maior prova do virtualismo insensato em que vivemos todos os dias, enquanto a realidade cruel rodeia de verdade e fazemos de conta que não percebemos!

Você, agora, tem duas escolhas…
1. Enviar esta mensagem aos amigos e amigas ou 2. Apagá-la, fingindo que não foi por ela tocado.

Como pode ver, escolhi a nº 1.

ABRAÇOS…

CÍNTIA ZIOLI.

10 de Abril de 2006

Policial consulta cartomante para achar criminoso

Arquivado sob: Reportagem, Notícia — Paul @ 15:20

Aqui no brasil não temos estas dificuldades para encontrar
criminosos…. Basta entrar na página do Senado


Policial consulta cartomante para achar criminoso

Um policial federal australiano foi suspenso por consultar uma cartomante na investigação de uma ameaça de morte feita ao primeiro-ministro do país.
O policial, cuja identidade não pode ser revelada, teria consultado a cartomante Elisabeth Walker quando o inquérito sobre a ameaça ao primeiro-ministro da Austrália, John Howard, estagnou e a polícia não conseguia achar mais pistas para avançar nas investigações.

Uma nota da polícia para o jornal The Sunday Age confirmou que o policial suspenso está sendo investigado.

“Confirmo que nós estamos investigando o caso. Um membro da polícia federal foi suspenso. Nós levamos a sério todas as alegações de má conduta dos nossos agentes, e não aceitamos o uso de psiquismo e adivinhação em investigações de segurança”, disse um porta-voz da polícia.

Mais detalhes sobre os dois casos, o da cartomante e o da ameaça ao chefe de governo, não foram revelados.

5 de Abril de 2006

A Farsa do Programa Espacial Brasileiro

Arquivado sob: Notícia — Paul @ 17:53

O grande embuste do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.

Vejo grande alarde sobre o “primeiro” astronauta brasileiro a ir para o espaço. O presidente Lula subiu no palanque espacial para enviar mensagens incentivo ao “nosso” cosmonauta. Pessoas torcendo na frente da televisão. A grande imprensa glorificando o “feito”. Será que ninguem percebe a grande farsa criada em conjunto com a Agência Espacial Brasileira (AEB) ? Ninguem percebe o embuste, que de tão descarado e tupiniquim, chega a ser engraçado?

Dos fatos:

Em 14 de outubro de 1997 o brasil assinou um acordo para integrar a construção da Estação Espacial Internacional, em conjunto com dezesseis paízes. Comprometeu-se a desenvolver plataformas espaciais de passagem, para instalação externa na ISS, de carga e descarga. (1). Em troca teria o direito na utilização da Estação Espacial para pesquisas e intercâmbio de tecnologias. O acordo englobava o envio, gratuíto, de astronautas brasileiros à ISS. Durante os anos de 1998 a 2000 a AEB gastou aproximadamente dois milhoes de dólares no treinamento de Pontes na NASA.

Destarte a grande veículação da assessoria de imprensa da EAB e do INPE sobre o acordo, e da publicidade sobre o potencial astronauta brasileiro, o projeto das plataformas foi adiado diversas vezes. Em 2002, por inviabilidade técnica e financeira, o Brasil saiu do programa espacial da ISS. O valor de aproximadamente cento e vinte milhões de dólares em potenciais pesquisas e desenvolvimento ficou congelado.

Em 2003, já sem o direito de enviar um astronauta ao espaço, o Ministro da Ciência e Tecnologia, Roberto Amaral, enviou uma carta para a agência espacial chinesa, pedindo uma “carona” para Marcos Pontes (2), na espaçonave Shenzhou V. Não houve qualquer desenvolvimento ao pedido.

Em Julho de 2004, quando os desenhos do projeto foram atualizados, a parte brasileira no acordo ainda não havia sido cumprida (3)

Em 2005 o presidente da AEB, Sergio Gaudenzi, anunciou o plano de investir oito milhoes de dolares nos próximos 5 anos, no programa espacial da ISS. Esperava retomar o plano de enviar um astronauta brasileiro à Estação Internacional. Observe-se que o brasil não integrou qualquer iniciativa à viabilização da ISS e sequer cumpriu o acordo estipulado. Os maiores gastos até então eram do treinamento do astrounauta e da propaganda do INPE e da AEB.

Os planos de um astronauta brasileiro seriam adiados pela falta de planejamento, organização e estrutura. A imagem da AEB e INPE seriam arranhadas, e grande parte dos recursos, da dotação orçamentária à pesquisa aeroespacial, realocados para outras áreas.

Dando um “jeitinho” brasileiro

O fato é que desde o final da guerra fria o programa espacial Russo está precisando desesperadamente de recursos. Por conta disto, algumas empresas fecharam acordos com a Roscosmos (agência espacial Russa) para venda de pacotes turísticos espaciais à ISS. Operadoras de Viagem como a Space Adventures ou a Virgin Galatics vendem pacotes de turismo de 8 dias na ISS, com viagem pelo Onibus espacial Soyuz, por US$ 20.000.000,00. Pessoas como Dennis Tito e Mark Shuttleworth já fizeram a viagem (4) que, misteriosamente, custa o mesmo preço, tem o mesmo período de estadia e tour do pacote comercial Russo. É apenas uma viagem de passeio, que qualquer débio-mental que pague o preço pode fazer. No caso, os débios-mentais que pagaram o preço são os mesmos brasileiros que agora torcem pelo “exito” da missão do cosmonauta brasileiro. Missão que parece ser fazer-nos palhaços.

É interessante ressaltar que o nosso “cosmonauta” não pilotou a Soyuz, não tem qualificação naquela espaçonave e não integra a equipe da ISS. A EAB apenas comprou-lhe uma passagem comercial, e ao ludibriar o povo e o congresso, armou uma forma de tentar aumentar sua destinação de recursos na dotação orçamentária. E ainda assim nossa imprensa estranha o fato da NASA ignorar o “astronauta” brasileiro em seu site (5) .

Não existe qualquer mérito técnico/científico neste “missão” espacial. A Agência Espacial Brasileira perdeu a chance de obter milhões de dólares em experiências ciêntíficas e transacionamento tecnológico, por incompetência, falta de previsão orçamentária e má-administração.


Mas, e as experiências de Pontes?

Este é um dos detalhes mais bizarros do embuste. A AEB informou que Pontes irá levar 8 “experimentos” para a ISS (5), que permanecerão oito dias em microgravidade (gravidade próxima de zero). Inobstante, nenhum destes experimentos é inédito. Nâo há qualquer informação relevante sobre as tais “experiências” que não possam ser encontradas facilmente pela internet. Os motivos disto são simples:

  • O volume de bagagem para pacotes comerciais é limitado;
  • O tempo de 8 dias (do pacote de vinte milhões) é extremamente curto para experiências complexas;
  • O escopo da viagem é turístico. Nâo há previsão para contratos de confidencialidade, acordos comerciais e resguardo intelectual;
  • Na condição de convidado, Pontes só pode fazer testes extremamente simples, limitados e controlados na ISS.
  • A questão é tão ridiculamente evidente que já noticiou-se que algumas das “experiências” enviadas não são do ensino médio, como noticiado, e sim do ensino fundamental (6) . As outras, destarte a denominação pomposa dada pela AEB, são completamente inúteis e desnecessárias. Mera tentativa de dar um carater ciêntifico ao turismo espacial tupiniquim.

    Na lista de experimentos estão projetos para analisar o efeito da gravidade na cinética das enzimas, na interação das proteínas, nos danos e reparos do DNA, na geminação de sementes, em minitubos de calor e no crescimento das sementes de feijão. Traduzindo:

  • Efeito da microgravidade na cinética das enzimas (vai misturar componentes em microgravidade);
  • Danos e reparos do DNA na microgravidade (vai jogar reagentes em alguma cultura de bacterias);
  • Teste de evaporadores capilares em ambiente de microgravidade (vai esquentar um tubinho pra ver o calor passar de um ponto ao outro);
  • Minitubos de calor (vai esquentar outro tubinho pra ver a distribuição do calor no dispositivo);
  • Germinação de sementes em microgravidade (Vai plantar sementinhas de “Astronium fraxinifolium” - A Aroeira so Sertão);
  • Nuvens de interação protéica (ver a luz dos vagalumes em gravidade quase zero);
  • Germinação de sementes de feijão (Uma das melhores… Vai plantar sementinhas de feijão e enviar as fotos do espaço, todos os dias.);
  • Cromatografia da clorofila (vai levar pigmentos de clorofila pra ver o que acontece. Vai comparar os resultados, através de fotos, com estudantes, do ensino fundamental de São José dos Campos, que vão fazer a mesma “pesquisa” em terra).

  • (1)http://www.russianspaceweb.com/iss.html
    (2)http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/story/2003/10/031024_astronautacs.shtml
    (3)http://www.geocities.com/i_s_s_alpha/Const_Evol_3.htm
    (4)http://www.greenbush.org/MSSWeb/01_02pics/Stargazer/8.pdf
    (5)http://www.noolhar.com/tecnologia/578431.html
    (6)http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u14451.shtml

    Paulino R. e Silva


    Digg!

    A inteligência artificial e os sistemas especialistas

    Arquivado sob: Texto — Paul @ 12:20

    por Paulino R. e Silva

    Os problemas para as soluções de convívio social do homem aumentam na razão direta de sua evolução. É inegável que com o aumento das relações de consumo, foi necessária a tutela do indivíduo, frente ao desequilíbrio de forças entre as empresas e o comprador, surgiu então o nosso Código de Defesa do Consumidor.

    Também é verdadeiro o que, com a popularização dos computadores, associado a um novo modelo capitalista de consumo e convívio social, o número de processos em nossos tribunais se multiplicou de maneira avassaladora.

    Seria utópico falar na tutela de uma modo virtual de convívio, sem apresentar o modo pelo qual, provavelmente, ele será protegido. Não há de se tirar a função dos Cybercops, mas de liberá-los para tarefas realmente necessárias. Pretender que nossa estrutura judiciária, em suas limitações e problemas, venha a dar conta de proteger o indivíduo no meio digital é mera filosofia.

    A solução que se apresenta, em razão de seu custo e efetividade, é a Inteligência artificial. O conceito de Inteligência Artificial (IA) abarca mais do que o processamento computacional. Pretende-se, com a I.A., capacitar o computador de um comportamento inteligente. Por comportamento inteligente devemos entender atividades que somente um ser humano seria capaz de efetuar. Dentro destas atividades podem ser citadas aquelas que envolvem tarefas de raciocínio (planejamento e estratégia) e percepção (reconhecimento de imagens, sons, etc.), entre outras (1).

    Uma das áreas mais conhecidas hoje é a dos sistemas especialistas. Este ramo da IA utiliza técnicas que fazem extensivo uso de conhecimento especializado, para resolver problemas no nível de um especialista humano. Problemas suficientemente difíceis para requerer, em sua solução, significativa experiência humana; por isso sua atuação é em um restrito domínio - usa também um complexo encadeamento de inferências para desempenhar tarefas- as quais um especialista poderia executar.

    Outra área é dos sistemas de raciocínio baseados em casos (RBC), em que o objetivo é retirar conhecimento a partir de exemplos ou casos paradigmáticos, no caso do Direito a Jurisprudência. A filosofia básica desta técnica é a de buscar a solução para uma situação atual através recuperação da solução de uma experiência passada semelhante. O processo característico de RBC consiste em: identificar a situação atual, buscar a experiência mais semelhante na memória e aplicar o conhecimento desta experiência passada na situação atual (2).

    Estamos no limiar de uma nova concepção de interação e controle, que será feita por um Sistema Especialista. Ou seja, um sistema dotado de I.A. (Inteligência Artificial), e com certificação de uma autoridade competente para agir dentro de determinada esfera de legalidade. Este sistema tem capacidade de reconhecer padrões, analisar fatos e tomar decisões, dentro de determinada percepção lógica, como a da legalidade do sistema jurídico. Exemplificando, tal sistema poderia facilmente reconhecer um padrão de difusão de vírus, e bloquear a máquina emissora, capturar os dados de agente do delito e comunicar a autoridade competente do país de origem do agressor, fornecendo todos os dados pertinentes a uma ação penal, inclusive a tipificação do delito e a sanção proposta, até no direito comparado, se necessário. Também poderia aplicar uma sanção no meio virtual, e bloquear o dinheiro desta pessoa no banco para o pagamento de uma possível indenização. Outra possibilidade é o sistema interceptar uma foto de pedofilia que esteja trafegando no meio virtual. O agente virtual poderá fazer a análise da foto, e confirmando tratar-se de pedofilia, rastrear a origem da foto, fazendo o “backup” de todo o conteúdo do computador emissor, para análise confidencial posterior. Em um futuro próximo, provavelmente a discussão jurídica mais nova será a convalidação e responsabilização de sistemas de I.A.

    Os sistemas de I.A. não são novos, e vem sendo estudados desde 1940. Existem inúmeros sistemas especialistas sendo usados nos mais diferentes campos do planeta. Os trabalhos atuais se baseiam nas chamadas redes neurais, que são algoritmos que se comportam como os neurônios humanos (3). É interessante ressaltar que já existe um sistema especialista nos EUA para dar consultas jurídicas comuns, o FINDER. A Universidade Federal de Santa Catarina tem um projeto de inteligência artificial para o direito, e existem centenas de sistemas sendo utilizados no ensino e muitos outros utilizados na medicina, que vão desde a prescrição de medicamentos à interação com pacientes psicóticos, determinando com base no banco de dados, a melhor forma de abordagem para o paciente (4).

    É de fundamental importância ressaltar que organizações de consumidores e de fornecedores já vêm utilizando sistemas de I.A. para comercialização na Internet. Funciona da seguinte forma: O sistema “agente” de um grupo de consumidores sai à procura de determinado produto, baseando-se no fato de que o número de pessoas que ele representa lhe dá maior poder de “barganha”. Existem softwares de fornecedores habilitados a “negociar” com estes sistemas. Ambos os sistemas tem certificação digital e podem fechar o negócio, quando for vantajoso para ambas as partes. As pessoas que fazem parte do sistema têm o dinheiro automaticamente retirado da conta ou recebem o aviso para o pagamento.

    O Direito não pode perder a oportunidade de recorrer às soluções que diminuam a complexidade cada vez maior do Sistema Jurídico, retirando dos operadores do direito o peso cognitivo da tomada de decisão rotineira, libertando-os para as atividades mais inteligentes. Este, com certeza, é o argumento mais importante em favor dos estudos sobre IA e Direito. E é certamente o melhor caminho para viabilizar a tutela jurisdicional no meio digital.

    Notas de rodapé:

    (1) http://www.ulbra.tche.br/~danielnm/ia/defbas/de.html
    (2) ROVER, Aires José, Inteligência Artificial e Direito - http://infojur.ccj.ufsc.br/iad/index.html
    (3) EBERHART, R.; DOBBINS, R. Neural Networks PC Tools - A Practical Guide. Academic Press, San Diego, 1990.
    (4) Universidade Federal do Paraná - http://www.cce.ufpr.br/~hamilton/iaed/iaed0003.htm


    Digg!

    4 de Abril de 2006

    O Software Livre e a Direção Perigosa

    Arquivado sob: Texto — Paul @ 13:20

    Relembrando… Este email foi enviado para a lista de discussão do Omar, a cyberlawyers, a uns anos. Remexendo meus emails, o achei. Achei interessante postar aqui. Embora tenham se passado três anos, os conceitos permanecem atuais.

    Senhores;

    Este e-mail deveria ter sido encaminhado à lista há alguns dias. Não obstante, minha conta no yahoogroups ficou bloqueada, razão pela qual a mensagem segue somente agora. Por certo eu deveria ter modificado a mensagem, mas achei interessante enviá-la na forma em que foi originalmente escrita…

    []s
    Paulino

    ———————————————————————————————————————————-

    A questão de uma hora estávamos eu, o Omar, o Alexandre e o Luis, indo de Curitiba à Florianópolis, para o evento do “Software Livre”. Íamos no meu carro (observe-se que agora estou levando o que sobrou do veículo à concessionária em Curitiba, enquanto o pessoal seguiu para o evento - São 14:25 hs (dia 22/05/2003), e estou aproximadamente a 200km da Capital Paranaense. Escrevo do guincho, razão pela qual este e-mail só irá chegar na lista a noite - ou amanhã).

    O fato é que quando estávamos a uns 120km de Florianópolis, o carro misteriosamente “decolou”, e voou por aproximadamente 10 metros. Até aí tudo bem, pois a decolagem foi bem sucedida. O problema foi na aterrissagem (1), pois o pneu dianteiro do lado direito literalmente explodiu ao tocar o solo, e o carro acertou violentamente a mureta de proteção entre as pistas… Após o carro girar por mais de 500 metros, acertando por diversas vezes as muretas de ambos os lados da rodovia, finalmente acabou. Parte do carro já não mais existia, mas todos ainda respiravam (de maneira mais rápida e ofegante, mas respiravam).

    Ocorre que enquanto todos ainda gritavam, me xingavam ou apenas curtiam um momento de apoplexia nervosa, algo incrível aconteceu (2) : percebi que nos poucos segundos que se passaram entre o início e o fim do acidente, eu havia adquirido uma nova perspectiva em relação ao software livre, e correlacionado as implicações e fatores de sua adoção sob a égide casuística da existência humana. A direção perigosa da padronização “restritiva” das ferramentas que possibilitam (e cada vez mais possibilitarão) a interação globalizada do pensamento tornou-se clara. O “copyright” é um perigo à velocidade com que a T.I.C (Tecnologia da Informação & Comunicação) avança.

    Parece-me claro que estamos atingindo a “massa crítica” para que a interação globalizada atinja um enfoque direcionado e prático à integração do “individual” ao “coletivo”. Quando isto tomar vulto, a sociedade irá “decolar” para um próximo estágio de integração intelectual. O problema não será a decolagem, mas sim a aterrissagem. Se todo o peso do processo cognitivo estiver concentrado em um sistema conservador (de direita), que atualmente está na ‘dianteira’ do desenvolvimento de soluções “fechadas” e resguardadas pelo “copyright”, ao tocarmos novamente o solo, o “pneu” irá explodir, ameaçando, limitando ou impedindo o fluxo de informações, ou ainda de maneira metafórica, tirando de rota a liberdade intelectual que forma o processo cognitivo coletivo. Neste ponto, é interessante citar as palavras de Thomas Jefferson, e que foram proferidas pelo Ministro da Cultura, Gilberto Gil, no evento da Berkley University e FAPESP, o I-Law, que ocorreu no Rio de Janeiro a em Março de 2003:

        Aquele que recebe de mim uma idéia tem aumentada a sua instrução sem que eu tenha diminuída a minha. Como aquele que acende sua vela na minha recebe luz sem apagar a minha vela. Que as idéias passem livremente de uns aos outros no planeta, para a instrução moral e mútua dos homens e a melhoria de sua condição, parece ter sido algo peculiar e benevolentemente desenhado pela natureza ao criá-las, como o fogo, expansível no espaço, sem diminuir sua densidade em nenhum ponto. Como o ar que respiramos, movem-se incapazes de serem confinadas ou apropriadas com exclusividade. Invenções, portanto, não podem, na natureza, ser sujeitas à propriedade.”

        Thomas Jefferson

    A sociedade ensaia os primeiros passos na eterna luta para subjugar o imponderável em favor do conhecimento amplo e compartilhado, cujo objetivo é a melhoria na qualidade de vida de todo um povo e das gerações vindouras. O caminho que segue para isto é a de uma sociedade capitalista, que enfatiza o consumo como base de estrutura e subsistência. O resultado é a polarização do domínio da tecnologia às grandes empresas (Microsoft, IBM (3), Cisco etc), que tendem a manter o poder pelo controle da informação e conhecimento. Sua principal ferramenta é o “software proprietário”, que mantém o “cliente” nas mãos do detentor do “copyright”, sem a possibilidade de expandir as capacidades do produto adquirido às suas próprias necessidades. Neste modelo existe muito pouco espaço para que soluções individuais enriqueçam um modelo cooperativo, integrado e mundial. O problema é colocar tais conceitos como bases do avanço da Tecnologia da Informação. Avançamos por uma estrada perigosa, com um carro que ainda não é conhecido inteiramente, e guiado por várias motivações (motoristas). Não bastassem estes problemas, andamos em alta velocidade, a as rodas (bases) não permitem mobilidade. Certamente iremos bater mais e mais nas “muretas” de proteção da pista, a que chamamos de “copyright”.

    Assim como o homem dos primórdios da civilização necessitava compreender e dialogar com a natureza, para domá-la, apaziguá-la e respeitá-la (4), a fim de tornar o destino mítico passível de mudança, o homem moderno precisa integrar-se cada vez mais na sociedade atual, cuja especialização e interdependência acentuam-se exponencialmente (5) . Parece-me claro que as ferramentas e estrutura (jurídica e social) devam permitir que o indivíduo conheça, adapte e aperfeiçoe o meio a que Bill Gates chamou de “Super Estrada da Informação”. Não falo em uma nova versão do (laisse faire, laisse passer), pois como já disse, o “copyright” é uma “mureta de proteção” a serviço da criação intelectual. A resposta não está no dualismo entre “fair use” e “fare use”, mas sim no equilíbrio dos opostos.

    A dicotomia entre liberdade intelectual e “copyright” se constituem em u’a discrepância de conceitos, que parecem ser herança do dualismo de nossa cultura ocidental (céu e inferno – bom e mau – certo e errado…). Talvez a resposta não esteja na tecnologia, ou sequer no direito. Parece-me que o princípio norteador mais coerente que se apresenta para o impasse tem mais de cinco mil anos, e vêm da filosofia chinesa. O TAO, e posteriormente o Tao-te ching, que são a regra e a negação da regra, o caminho do meio que norteia, mas não condena, considerando toda a estrutura como um só organismo e com um objetivo comum. Pode parecer exagero considerar o Direito e a Internet sob um prisma filosófico oriental (e por certo muitos vão achar que devo ter batido a cabeça no acidente), mas a despersonificação do indivíduo no meio digital permite, sob um prisma mais transcendental, um “encontro de almas” e conhecimento jamais visto em nossa história. É uma linda estrada na qual seguimos rapidamente… Mas talvez estejamos olhando para o “lado” errado da pista…

    []s
    Paulino

    Notas do Texto

    (1) - É interessante observar que o maior número do acidentes aéreos ocorrem nas decolagens ou nas aterrissagens. Os maiores estragos (e mortes) são causados nas aterrissagens. Isto lembra de um de meus últimos vôos, quando derrubei um “Skylane” em Faxinal, interior do estado… Mas isto é uma outra história…

    (2) - Observe-se que em situações de “stress” as pessoas reagem de formas distintas. O perigo eminente pode haver uma dissociação do processo cognitivo, que integrada ao aumento da atividade cerebral pode levar à “insights” momentâneos. A dissociação também leva a uma “desconexão temporal associativa”, razão pela qual muitas pessoas enxergam as situações de “stress” em “câmera lenta”, ou ainda, vêem “a vida passar por seus olhos” em frações de segundo. Walter B. Cannon (1871 – 1945) têm alguns artigos bem interessantes nesta área. – Pessoalmente, acredito que estas situações podem estimular o cérebro ou o sistema digestivo… Por sorte, no caso do acidente acima, a reação psicológica estimulou apenas meu córtex.. ;) .

    (3) - Um fato interessante é a própria história dos micro-computadores, em que a IBM, nos primórdios do computador pessoal (PC), fazia máquinas limitadas e lentas, propositalmente, para que estas não ameaçassem seu principal produto, que eram os MainFrames. É significativo que ainda hoje nós utilizemos um padrão de processamento ultrapassado (os processadores x8086), quando a atual tecnologia permite dispositivos bem mais modernos e baratos… Por certo, a portatibilização e incompatibilidade com os atuais “softwares proprietários” tornam a iniciativa pouco atrativa, do ponto de vista comercial.

    (4) - As primeiras tentativas neste sentido datam de 2500 anos atrás, e surgiram no vale do ‘Huang-Ho’ (Rio Amarelo). Estas iniciativas deram surgimento ao “Fung-Shui”, e visavam a elaboração de métodos de análise de alterações climáticas, composições dos solos, pesquisas minerais e previsões meteorológicas. (tais referências encontram-se em registros e documentos históricos - mas não tenho sua relação, pois ainda me encontro no “guincho”…)

    (5) - Certa vez, (em u’a monografia, se não me engano) comparei a civilização moderna às colônias de insetos gregários, onde cada componente especializa-se profundamente em aspectos determinados da sociedade, aumentando a capacidade coletiva, e diminuindo a possibilidade de sobrevivência individual. Na T.I.C. (Tecnologia da Informação & Comunicação), isto é chamado de capacidade intelectual coletiva.

    (6) - Não há de se determinar quais serão as ferramentas de interação, mesmo em um futuro próximo, pois além de ferir-se o pressuposto da “neutralidade tecnológica”, o perigo da capacidade criativa humana é latente. Como disse Carl Seagan, em seu livro “Bilhões e Bilhões”: As invenções mais fantásticas da humanidade são aquelas que não podemos prever… “

    (7) - Existem várias iniciativas neste sentido, a exemplo das “Creative Commons”…

    Morre Giordani Rodrigues

    Arquivado sob: Reportagem, Notícia — Paul @ 10:50

    Giordani Rodrigues provavelmente faleceu no dia 30 de março de 2006. Foi encontrado por amigos, morto no apartamento, dia 1 de abril. Um triste fim para uma das pessoas mais geniais e querida que já conheci. Segue a notícia da Gazeta do Povo, dia 3 de abril de 2006. Você vai fazer grande falta Jordan.

    JORNALISTA É ENCONTRADO MORTO DEPOIS DE FESTA

    O JORNALISTA GIORDANI RODRIGUES, ESPECIALIZADO EM TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO,foi encontrado morto por asfixia em seu apartamento, no Jardim Botânico, na manhã de sábado. Com marcas de agressão, o corpo foi achado por suaempregada, por volta das 8 horas. A carteira e celular de Rodrigues foram roubados. Segundo amigos da vítima, Giordani teria saído de uma boate, na madrugada de sexta-feira, acompanhado por outro homem.

    Poucos colegas se arriscam a falar sobre o que pode ter acontecido com Rodrigues. “Sei apenas que eles estavam comemorando o aniversário de dois amigos em uma boate e lá pelas tantas um grupo resolveu erminar a festa no apartamento de um deles. Giordani não quis ir e foi deixado na companhia de um homem forte, que estava de regata branca”, diz um amigo, que preferiu não se identificar. O assassino teria deixado rastros, como a identificação para entrada na boate e a imagem no sistema interno de monitoramento da casa.

    De acordo com o delegado titular da Delegacia de Homicídios, Adonai Armstrong, o caso foi registrado por policiais daquela delegacia, mas deve ser investigado pela Delegacia de Furtos e Roubos, já que o crime está qualificado como latrocínio (roubo seguido de morte). “Mas isso não nos impede de colaborar com a investigação”, diz Armstrong.

    O enterro de Rodrigues foi realizado ontem, no cemitério Jardim Eterno, em Paranaguá.

    Carreira Interrompida

    Formado em jornalismo pela Universidade Federal do Parança, no final da década de 90, Giordani tinha 40 anos e atuava como diretor e editor de um site especializado em segurança e privacidade eletrônica, na área de Tecnologia da Informação. Rodrigues foi definido por colegas como uma pessoa calma, inteligente, simpática e muito prestativa. “Ele era extremamente competente na área de tecnologia on-line e estava sempre envolvido em novos programas, como o direito eletronico”, conta o colega e analista de sistemas Rodrigo Moraes.

    “Ele tinha um intelecto elevado e estava sempre preocupao em saber mais. Era extrovertido no trabalho, mas reservado em sua vida pessoal”, lembra o colega de faculdade, o publicitário Welington Zanoni. “Isso que aconteceu é muito triste, principalmente por ser desta forma. Ele não merecia isso”, reforça Zanoni.

    “Sua conversa era agradável e eles estava sempre disposto a colaborar com os outros. Pessoa bem resolvida, cheia de amigos, que adorava sair e ficava sempre na dele”, reforça o amigo e fotógrafo Théo Marques.

    Recentemente, Rodrigues ganhou o prêmio SecMaster 2005, principal concurso do segmento de segurança da informação e gerenciamento de risco, que premia profissionais especializados na área.

    Mauren Lucrecia

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